Passaportes passarão a ter recursos de acessibilidade

Medida busca adequar o Sistema Nacional de Passaportes ao Estatuto da Pessoa com Deficiência

Passaportes com recursos de acessibilidade a pessoas com deficiência começou a ser emitidos nesta sexta-feira (4). Entre as novas facilidades, destacam-se formulários de requerimento, agendamento, reagendamento e consulta de solicitação de passaportes adaptados, com ferramentas que facilitam a inclusão social. A novidade é resultado de parceria entre Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e a Polícia Federal.
O Sistema Nacional de Passaportes (Sinpa) precisou ser submetido a alterações, de modo a adequá-lo de acordo com o Estatuto da Pessoa com Deficiência. Houve reconstrução completa do site do Sinpa para facilitar a navegação.
As alterações incluem links e teclas de atalho para acesso ao conteúdo, topo e fim de página; compatibilidade com leitores de tela; adaptação para navegação via teclado; uso de cores com contraste entre cor da fonte e cor do fundo; além de possibilidade de uso de alto contraste.
O desenvolvimento do sistema contou com voluntários portadores de deficiência visual (cegos e pessoas com baixa visão) selecionados pelo Serpro e pelo Projeto de Acessibilidade Virtual do Instituto Federal do Rio Grande do Sul para avaliarem as mudanças.
Segundo o delegado da PF Alexandre Rabelo Patury, coordenador-geral em exercício de Polícia de Imigração, “a interação entre os órgãos federais foi fundamental para possibilitar a criação de ferramentas voltadas à inclusão social e a melhoria do atendimento à população”.
Fonte: Portal Brasil
Publicada no Blog Turismo Adaptado

Mamam lança vídeo e site do seu projeto de acessibilidade

Pintor Na Torre Eiffel’ de Aloisio Magalhães é uma das obras que possui recursos de acessibilidade com audiodescrição

Cerca de 100 obras do acervo do Mamam foram escolhidas para terem sua audiodescrição feita pela equipe, formada pelos audiodescritores Andreza Nóbrega, Ernani Ribeiro, Laís Castro e Paulo Vieira e pelos arte-educadores Anderson Pinheiro, Alexsandra Leite e Goretti Varella.

A curadoria coube à diretora do Mamam, Beth da Matta, junto com Juliana Lins, Anderson Pinheiro e Alexsandra Leite (confira os critérios usados ao final deste texto).

Há criações de artistas como Abelardo da Hora, Gilvan Samico, Vicente Monteiro e Ladjane Bandeira na seleção.

As informações sobre estas peças são disponibilizadas em Libras através de vídeos. O conteúdo passa a integrar o acervo do museu, além de ser publicado no site.

Já o vídeo Museu Acessível mostra visitas de pessoas com necessidades especiais (visual e auditiva) ao Mamam, com áudio-descrição e interpretação em Libras. São apresentadas obras de Aloisio Magalhães, Marcelo Silveira, Abelardo da Hora, Vicente do Rego Monteiro e Lourival Cuquinha.

O projeto Acessibilidade Mamam contou com a consultoria em áudio-descrição de Francisco Lima, do Grupo Imagens que falam, e de Milton Carvalho. Para o trabalho com Libras, a consultoria foi de Carolina Longman e Ernani Ribeiro. A coordenação técnica do projeto é de Eli Maria.

O projeto foi realizado com patrocínio da Caixa, pelo edital de Apoio ao Patrimônio Cultural Brasileiro. Coordenadora executiva do Acessibilidade ao Mamam, Clarisse Fraga escreveu sobre a iniciativa: “O projeto Acessibilidade Mamam é a primeira etapa para novos empreendimentos acessíveis a serem realizados no Museu. Novas ações estão sendo pensadas para promover cada vez mais o estreitamento da relação do público com deficiência e as obras de arte do Mamam”.

Critérios usados para a seleção das obras:

– Artista/obra com relevância na história da arte nacional, focando na pernambucana;

– Artista/obra reconhecido pelo mercado e pesquisas acadêmicas;

– Modalidade artística de médio, pequeno e grande porte (nessa ordem de preferência de tamanho) tais quais desenho, pintura, gravura (xilo, serigrafia ou metal), fotografia, escultura, instalação;

– Existência de vasto material confiável de pesquisa;

– Importância pedagógica e clara leitura de imagem descritiva.

Fonte: Boa Informação
Publicado no Blg Turismo

Microfone ajuda pessoas com deficiência auditiva entender melhor

Por meio do “ConnectLine Microfone”, usuários de aparelhos auditivos podem selecionar um orador para ouvir de forma mais eficaz, sem nenhum fio, o que ele diz em locais como igrejas, cursos, universidades e palestras.
Quem não escuta bem em ambientes ruidosos, com muitas pessoas, tem agora mais uma facilidade para ouvir e entender melhor. Trata-se do “ConnectLine Microfone”, um equipamento usado junto aos aparelhos auditivos que utiliza tecnologia wireless (sem fio).
Mas como esse equipamento funciona no dia a dia? O ConnectLine Microfone é um pequeno e discreto microfone colocado no pescoço de um orador (professor, palestrante, etc), com o qual os usuários de aparelhos auditivos, através do Streamer Pro, podem ouvir com clareza o que esse orador está falando. O dispositivo é especialmente útil em situações desafiadoras para o deficiente auditivo, como uma aula, uma palestra, em uma apresentação teatral ou mesmo na comunicação à distância dentro de casa ou até no carro.
O humorista Marcos Veras já fez uso desse tipo de microfone, colocando-o em seu pescoço durante uma apresentação do espetáculo ‘Falando a Veras’. Foi a pedido de um deficiente auditivo que estava na plateia, permitindo assim que essa pessoa acompanhasse perfeitamente toda a performance do ator.
O Microfone transmite a voz do orador, sem fio (via Bluetooth), para o aparelho auditivo dos usuários, por meio do Streamer Pro, em uma distância de até 15 metros.
Toda a família ConnectLine utiliza tecnologia avançada que mantem o som limpo, potente e claro. O som vai diretamente ao ouvido do usuário, sem interferência de qualquer outro ruído acústico do ambiente.
“A família ConnectLine é uma solução completa, simples e totalmente integrada, que utiliza a tecnologia Bluetooth. Proporciona também variadas conexões com  dispositivos de áudio como TV, Telefone e notebook. E isso é possível por meio do Streamer Pro”, explica a fonoaudióloga Marcella Vidal, da Telex Soluções Auditivas.
O Streamer Pro é a porta de entrada para uma variedade de dispositivos eletrônicos, e praticamente para qualquer fonte de áudio que pode ser transmitida para seus aparelhos auditivos através dele. Fica pendurado no pescoço e possui três botões de fácil utilização para os aplicativos principais: telefone, TV e microfone. O Streamer também funciona como um controle remoto para seus aparelhos auditivos, sendo um fácil caminho para mudança de programas e ajuste do volume, por exemplo.
Além disso, o Streamer funciona com o ConnectLine App, que oferece acesso discreto para controlar os aparelhos auditivos e todo o sistema ConnectLine, através do celular!
“O Streamer Pro, colocado discretamente no pescoço ou até dentro da roupa do deficiente auditivo permite que ele escute sons que antes não compreendia bem (mesmo já usando um aparelho auditivo), como o som de uma ventania em um filme da TV, por exemplo. E quando o telefone tocar, seja fixo ou celular, não é preciso levantar para atendê-lo. Basta apertar uma tecla do Streamer e conversar tranquilamente e sem interferências com quem está do outro lado da linha. O dispositivo também permite conexão com videogames, computadores e rádios”, conclui a fonoaudióloga da Telex.
Os interessados podem adquirir o equipamento nas lojas da Telex em todo o país.

De Volta para o Futuro: tênis que se amarra sozinho chega em 2016

A Nike confirmou na última quarta-feira, também conhecida como Back
to the Future Day, que os seus icônicos tênis que se amarram sozinhos,
mostrados em De Volta Para o Futuro 2, virarão realidade em 2016.

“Apesar de o projeto ter começado como ficção científica, agora
estamos orgulhosos de transformar essa ficção em realidade”, afirmou o
VP da Nike, Tinker Hatfield, em uma carta para o ator Michael J. Fox,
que interpreta o protagonista Marty McFly na trilogia de Robert
Zemeckis.

Como esperado, Michael J. Fox participou do talk show do apresentador
Jimmy Kimmel nesta quarta-feira, 21/10, quando mostrou em primeira mão
o tão aguardado tênis (veja abaixo).

De acordo com a Nike, o tênis do futuro/passado chega oficialmente ao
mercado no segundo trimestre de 2016.

Vale notar que em 2011 a Nike chegou a lançar uma versão simples do
tênis, sem a mesma tecnologia que permite que ele se amarre sozinho.

Fonte: IDG Now

Japão usa simplicidade e mostra respeito aos cidadãos com deficiência.

No Japão a acessibilidade é muito simples|:

Sinal de trânsito sonoro para ajudar na travessia de deficientes visuais muita gente já conhece. Mas em Tóquio, o barulhinho também dá outra informação para quem se orienta andando pela cidade. O som de cuco indica que está se seguindo na direção norte-sul. Já o piu do passarinho, mostra que é leste-oeste. É um detalhe, mas provoca no Roberto uma declaração daquelas. “O Japão é um país ótimo para uma pessoa deficiente ter liberdade”, diz.

Roberto Sasaki ficou cego há nove anos, depois de um acidente de carro. Ser livre pra ele é poder circular a vontade pelo país que ele escolheu para viver.

A capital japonesa é acessível para pessoas com qualquer deficiência. Piso tátil por toda parte. Informações em braile também. Nos locais públicos, como parques, há sempre um banheiro adaptado. Para os cadeirantes, calçadas planas, sem buracos e com rampas suaves para atravessar a rua.

O japonês é famoso por resolver seus problemas com tecnologia de ponta. Mas o que a gente percebe é que na questão da acessibilidade contam muito respeito, boa vontade e, muitas vezes, medidas simples.

Para alguém numa cadeira de rodas, chamar um elevador pode ser difícil. O botão fica muito alto. Por isso, um pouco mais baixo, tem um outro botão. Só para cadeirantes. Yuriko Oda começou a sentir os efeitos da distrofia muscular há 12 anos. E a cidade adaptada a ajudou a enfrentar o medo. Ela diz que numa cadeira de rodas a gente fica mais baixo que as outras pessoas. E encarar uma rua movimentada, no começo, assusta.
Pode ser de madeira ou de um material mais resistente. Rampas simples permitem o acesso aos ônibus, todos baixos, sem degraus. E por isso sem necessidade de elevador hidráulico, maquinário, para levantar uma cadeira de rodas. O motorista prepara tudo rapidinho. E está feito o embarque.

Yuriko adora passear sozinha. Ela reúne as descobertas que faz sobre acessibilidade em um blog na internet. No metrô, já sabe que o atendimento é especial. Ela diz onde vai saltar e o funcionário liga para a estação de destino. Vai ter alguém esperando.

Na plataforma para entrar no vagão, a rampinha também é usada. Ou nem isso. Há casos em que praticamente não há vão – buraco entre o trem e a plataforma. Para desembarcar, lá está o outro funcionário a postos com a rampa.

Muita tecnologia ou pouca tecnologia. O mais importante está no que o Roberto diz: “Não adianta você ter uma sinalização no chão ou um sinal sonoro, se as pessoas não te respeitam. O começo de tudo é a educação da população. Em questão de querer ajudar o próximo. E não querer atrapalhar ou tirar proveito”.

Fonte: G1

Empresa cria sapato que guia cegos.

Uma empresa indiana desenvolveu um sapato que promete levar pessoas com deficiência visual para o destino desejado. Como? Ele vibra para indicar o percurso.

O Lechal Smart Shoes utiliza um aplicativo de geolocalização que monitora para onde a pessoa está indo e indica o itinerário. Ele é conectado ao calçado por bluetooth.

A companhia que criou a tecnologia, a Ducere, acrescentou funções ao sapato, como contador de calorias e função fitness.

Os preços começam em US$ 79,99. É possível adquirir o calçado no site da empresa.

Evento Tecnologia Assistiva

Evento “SECTI na Área – TECNOLOGIA ASSISTIVA”
Parque Tecnológico da Bahia – Salvador
Dia 06 de outubro – das 09 às 11 h.
TECNOLOGIA ASSISTIVA – SECTI-Bahia
Programação:
09:00 h.: SECTI – Abertura
09:10 h.: SJDHDS – Demandas
09:30 h.: UFRB – Linhas de Pesquisa – Universidade Pública
09:50 h.: Apthouse – Produto Desenvolvido
10:10 h.: SEI – Análise de Mercado
10:30 h. Fapesb – Agência de Fomento
10:50 h.: SECTI – Finalização
Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação – SECTI
Estado da Bahia

Nova bengala para cegos detecta obstáculos que causam todos os anos centenas de acidentes

Portugal

bengala-eletronica

Uma bengala que utiliza ultrassons para detectar buracos e declives com o objetivo de ajudar pessoas com deficiência visual está a ser desenvolvida na Universidade de Aveiro (UA).

A bengala, já em fase de protótipo, produz vibrações no punho avisando com isso o utilizador que se aproxima, por exemplo, de uma escadaria ou de um buraco no pavimento.

O projeto nasceu no Departamento de Electrónica, Telecomunicações e Informática (DETI) como resposta a um desafio lançado à academia de Aveiro pela Associação Promotora do Ensino dos Cegos (APEC) que quer acabar com as centenas de acidentes sofridos anualmente pela população invisual portuguesa, muitos dos quais com consequências graves, derivados dos obstáculos indetectáveis com uma normal bengala.

«A bengala desenvolvida na UA é, sem qualquer dúvida, uma grande ajuda para as pessoas com deficiência visual porque dá muito mais informação do que as bengalas existentes», congratula-se Victor Graça, presidente da APEC.

O responsável pela associação mais antiga dedicada aos cegos portugueses (foi fundada em 1888) aponta que os avisos lançados pela bengala para a existência de obstáculos ao nível do chão «são uma grande mais-valia para esta população», «Dado que a informação possível de obter com esta bengala são muito maiores do que a que é possível obter com as que atualmente existem no mercado, quanto mais informação a pessoa cega ou amblíope tiver menos acidentes existem», aponta Victor Graça lembrando que as barreiras abundam por todo o país: «Basta pensarmos, por exemplo, na enorme quantidade de carros estacionados em cima do passeio, nas esplanadas, nos buracos, nas obras não sinalizadas ou nos caixotes do lixo.»

Para já, os obstáculos suspensos ao nível da cabeça do utilizador não são ainda detectados pelo protótipo do DETI. No entanto, essa funcionalidade será objeto de futuros desenvolvimentos. A expectativa dos investigadores da UA é também criarem um produto acessível com um preço que ronde os 100 euros. «O custo das que se fabricam no estrangeiro [com funcionalidades similares] são vendidas no nosso país por um valor que as pessoas com deficiência por norma não conseguem pagar de modo nenhum», diz Victor Graça salientando o preço mais acessível da bengala da UA como outra das grandes vantagens do projeto.

«Esta bengala ganhou forma por solicitação da APEC que nos propôs o desenvolvimento de uma bengala que reduzisse duas das principais necessidades de quem as utiliza: a detecção de buracos e desníveis no chão e a detecção de obstáculos ao nível da cabeça», lembra José Vieira, investigador do DETI e coordenador do projeto que contou com a participação dos estudantes Nuno Dias e o Pedro Rosa.

Outro requisito apontado pela APEC foi a colocação na bengala de LEDs de alto brilho que sinalizem a presença da pessoa com deficiência visual ao anoitecer e de forma automática, funcionalidade já implementada pelos investigadores do DETI. «Também está pensado o desenvolvimento de uns óculos com sensores de ultrassons e de um alto-falante paramétrico para a detecção de obstáculos”. “No entanto, estes dispositivos ainda estão num estado embrionário de desenvolvimento», aponta José Vieira.

A bengala do DETi tem incorporado um emissor de ultrassons que envia um sinal que é refletido pelo solo. Dois receptores de ultrassons detectam o eco e medem o tempo entre a emissão e a recepção. A partir deste tempo consegue-se saber a distância ao solo. Quando esta ultrapassa um determinado valor, o punho da bengala vibra. «A electrónica utilizada é de ultrabaixo consumo de modo a prolongar ao máximo a duração das baterias», explica José Vieira lembrando que «numa primeira versão incluiu-se uma célula fotovoltaica para prolongar a duração das baterias».
Atualmente, no mercado, já existem bengalas que utilizam ultrassons para a detecção de obstáculos, mas a adesão é nula. Os motivos apontam José Vieira e a própria APEC, prendem-se com a «pouca fiabilidade na detecção de obstáculos e o preço elevado». O facto de não serem articuláveis também em nada ajuda à respectiva adopção.

Jorge Anjos, funcionário da UA e invisual, a pedido do DETI já experimentou a bengala e tem ajudado os investigadores a melhorá-la. «“ Os primeiros passos estão dados ““. Agora é “preciso não parar», aponta.

Para o futuro próximo, Jorge Anjos já alertou os investigadores para a necessidade da bengala «poder ser articulada para quando um cego necessitar de dobrá-la, que os sensores [instalados na extremidade da bengala que perscruta o chão] devem estar colocados de forma a que o utilizador possa executar normalmente as técnicas de manuseamento da bengala e, já agora, que possam também identificar obstáculos em altura». Melhorias que a equipa de José Vieira já está a programar.

Fonte: diariodigital.sapo.pt

Biblioteca da Unesc é primeira do Brasil com guia auditivo para pessoas com deficiência visual

O aplicativo ViaVoz, desenvolvido a partir de um TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) realizado na Universidade, foi instalado para a utilização gratuita no local e estará disponível a partir desta sexta-feira (11/9). O ato de lançamento do sistema ocorre às 16 horas e contará com a presença dos responsáveis pelo projeto e por representantes da Universidade.

A ideia do projeto ViaVoz é possibilitar ao deficiente visual chegar ao local desejado dentro de um determinado ambiente sem precisar de ajuda de outra pessoa. Com um smartphone ou tablet, o usuário interage com um menu de rolagem, ouvindo as opções e selecionando o destino, como por exemplo, banheiros, administração e elevadores. A partir daí, o aplicativo passa a dar instruções sobre como chegar até o local.

Para que o ViaVoz possa funcionar, o ambiente deve estar mapeado. “Os locais precisam ser analisados e inseridos no programa. Assim, através do aplicativo baixado gratuitamente, as pessoas podem acessar todos os espaços do local”, comenta Luís Filipe Rezende, gerente de Operações do ViaVoz.

O diretor do projeto, Rodrigo Caporal, afirma que o aplicativo foi criado com o intuito de se colocar em prática o que a legislação sobre o tema, em vigor desde 2004, prevê. “A Biblioteca da Unesc é a primeira a contar com um sistema de orientação por voz. Isso nos deixa felizes e realizados. A partir de agora, precisamos disseminar a ideia para fazer com que mais locais façam parte do programa, garantindo assim maior acessibilidade nas cidades”, afirma.

Segundo o reitor Gildo Volpato, a instalação do aplicativo na Biblioteca amplia a acessibilidade de pessoas com deficiência na Unesc e vem ao encontro das políticas de inclusão desenvolvidas pela Universidade. “Permitir que pessoas com deficiência visual possam usufruir da maior Biblioteca da região, de maneira mais independente é uma conquista. O conhecimento precisa estar cada vez mais à disposição de todos”, considera Volpato.

Já a coordenadora da Biblioteca, Elisângela Just, comenta que o ViaVoz irá se juntar a outros recursos de tecnologia já oferecidos pelo local para pessoas com deficiência visual, como leitores de tela em computador de pesquisa ao acervo. “A intenção é tornar nosso usuário o mais independente possível”.

O aplicativo pode ser usado por qualquer pessoa e pode ser baixado gratuitamente no site.

Sobre a deficiência visual

Segundo a Organização Mundial da Saúde, as principais causas de cegueira no Brasil são catarata, glaucoma, retinopatia diabética, cegueira infantil e degeneração macular.

Do total da população brasileira, 23,9% (45,6 milhões de pessoas) declararam ter algum tipo de deficiência. Entre as deficiências declaradas, a mais comum foi a visual, atingindo 3,5% da população. Em seguida, ficaram problemas motores (2,3%), intelectuais (1,4%) e auditivos (1,1%).

De acordo com estudo realizado pela Organização Mundial da Saúde (publicado em 2011), a população estimada com deficiência visual no mundo é de 285 milhões, sendo 39 milhões cegos e 246 milhões com baixa visão; 65% da população com deficiência visual e 82% da população cega têm mais de 50 anos de idade.
Fonte: Setor de Comunicação Integrada 09 de setembro de 2015 às 17:42
http://www.unesc.net/portal/blog/ver/213/31620

Globo Repórter estreia o recurso de audiodescrição no programa Especial Globo 50 anos

O Globo Repórter desta última sexta-feira, 24 de abril, estreou o recurso da audiodescrição no programa que apresentou um especial sobre os 50 anos da emissora, retratando a criatividade na frente e por trás das câmeras.

Desde julho de 2011 a Rede Globo já disponibiliza o recurso da audiodescrição em sua grade de filmes, tendo começado com Tela Quente e Temperatura Máxima. Com o aumento gradual do número de horas semanais exigidas por lei, o recurso se estendeu a outros programas como o Supercine, Domingo Maior, Cine Fã-Clube, Sessão da Tarde e Corujão, contudo continuaram privilegiando a grade de filmes.

Em setembro de 2013 a emissora disponibilizou o recurso pela primeira vez em um programa fora da grade dos filmes, tendo sido escolhido o Criança Esperança, que por ocasião de sua reprise, contou com a audiodescrição.

Como em julho deste ano o número de horas semanais com o recurso da audiodescrição passará de 4 para 6 horas, acredita-se que novos programas venham a ser oferecidos com este que é o principal recurso de acessibilidade para as pessoas com deficiência visual.

Que este tenha sido apenas o primeiro de muitos Globo Repórter com audiodescrição!

Fonte: Midiace