Ferramenta apoia pessoas que não conseguem falar

O “Vozz” é um aplicativo para o ambiente iOS, podendo ser utilizado em iPads e iPhones, que foi desenvolvido baseado nos auxílios externos da Comunicação Alternativa (CA). Consiste em uma prancha de comunicação básica organizada por categorias de símbolos, onde cada categoria se distingue por apresentar uma cor diferente, para facilitar a o reconhecimento e em um teclado com opção de falar o texto que foi digitado.
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A figura 1 mostra a prancha de comunicação presente no aplicativo. É uma prancha padrão com grupos básicos como comidas, sentimentos, higiene, família e atividades. Ao clicar em algum desses grupos básicos o sintetizador de voz do sistema operacional IOS irá vocalizar aquilo que o símbolo representa. O sintetizador produz uma voz humana artificial, dando voz a quem não possuí.
A interface do “Vozz”, foi pensada de modo a facilitar a CA e possui características de um teclado convencional aliada às características de teclados assistivos num mesmo dispositivo. Entretanto, prevendo as possíveis limitações físicas e/ou visuais de seus usuários, a ferramenta apresentada possui teclas, caracteres e símbolos ampliados em relação ao teclado comum, possuindo maior área de toque, conforme mostra a figura 2.

Mais informações em vozboard.com

Novo equipamento permite que crianças com paralisia cerebral experimentem sensação de andar

A ideia é simples, mas tem potencial para mudar – e muito – a rotina de crianças com paralisia cerebral. Recém-criado, o UpSee é um equipamento que torna viável a caminhada de quem não tem os movimentos dos membros inferiores. Com a ajuda dos pais, os filhos poderão ver o mundo de outro ângulo, e se encantar com as novas descobertas e sensações.

O produto consiste em um cinto para o adulto prender à cintura, um colete (que lembra o modelo salva-vidas) para a criança vestir e sandálias para a dupla. O colete é feito de brim com forro transpirável especial. Estará disponível em quatro opções de tamanho: extrapequeno (1 a 2 anos), pequeno (2 a 4 anos), médio (4 a 6 anos) e grande (6 a 8 anos).

A inventora do produto é a israelense Debby Elnatan, mãe de Rotem, hoje com 19 anos, que nasceu com paralisia cerebral. Após ouvir de uma médica que o seu filho “não sabia o que as pernas dele eram”, Debby começou a pensar em maneiras de ajudá-lo, há mais de uma década, até chegar à forma do UpSee.

O equipamento começou a ser produzido este ano em grande escala. A ideia foi comprada pela Firefly, uma empresa da Irlanda do Norte, especializada em produtos para crianças com necessidades especiais. O lançamento está previsto para o dia 7 de abril, na loja on-line da Firefly (www.fireflyfriends.com), mas o preço ainda não foi divulgado.

“Pretendemos despachar o produto para todo o mundo, inclusive para o Brasil”, afirma o proprietário da empresa, James Leckey, em entrevista à CRESCER. “Nós trabalhamos por dois anos com Debby no desenho do UpSee, para garantir um conceito incrível”, completa Leckey. De acordo com o empresário, a procura pelo produto já é grande, antes mesmo do lançamento.
Recomendações
Apesar de animadora, a novidade requer cuidados. Os pais que pretendem comprar o UpSee para o filho devem consultar o médico da criança antes para saber se ela está apta a usá-lo.

“Há diversos quadros de paralisia. Os mais graves, que atingem também os membros superiores, podem dificultar o uso do produto. É preciso avaliar cada criança individualmente”, afirma Edilson Forlin, pediatra ortopedista do Hospital Pequeno Príncipe (PR).

O médico lembra outras limitações do UpSee, como a questão da pouca praticidade para o dia a dia, o tamanho da criança (se ela for muito grande, será mais difícil), e o bom equilibro que requer dos pais – já que as quedas podem ser perigosas.

Feitas as ressalvas, o produto, de acordo com Forlin, parece ser positivo. “A criança fica em movimento, e isso é uma vantagem, é melhor do que mantê-la imobilizada. Este sistema não vai influenciar a capacidade da criança andar, mas beneficia a terapia”, diz. Psicologicamente, também há benefícios segundo o médico, pois a criança tem a chance de ver o mundo de outra altura e de passar momentos de maior proximidade com os pais.

Fonte: Revista Crescer

Curta metragem especial

Curta metragem especial “Cuerdas” é o Melhor Curta Metragem de Animação espanhol de 2014

“Cuerdas” é um curta metragem escrito e dirigido por Pedro Solís García que ganhou o Prêmio Goya deste ano, na categoria de Melhor Curta Metragem de Animação espanhol. O curta, uma produção da La Fiesta Producciones, acontece em um colégio onde a rotina de uma garotinha chamada Maria muda com a chegada de um garoto com paralisia cerebral  em sua sala de aula, que se torna seu amigo inseparável. A história foi inspirada em Nicolás, filho do diretor espanhol, que tem paralisia cerebral e é acompanhado pela Fundação NIPACE, primeiro centro de reabilitação da Espanha a utilizar o método therasuit para a recuperação de crianças com paralisia cerebral.

https://www.youtube.com/watch?v=_7DbfAlPKYM