Aplicativo reúne voluntários para apoiar pessoas com deficiência visual

O funcionamento do app é simples, requerendo somente uma conexão à
Internet de boa qualidade, seja por Wi-Fi ou 3G/4G. Isso porque a
ajuda é feita via videochamada, sempre que uma pessoa cega precisa de
auxílio.

Já pensou em usar o smartphone para auxiliar deficientes visuais?
Essa é a proposta do Be My Eyes, um app para iOS que conecta pessoas
com visão perfeita a cegos de todo o mundo, de modo a ajudá-los em
tarefas cotidianas. Com ele, é possível verificar a validade de uma
comida ou remédio, ou saber mais sobre os arredores.

O funcionamento do app é simples, requerendo somente uma conexão à
Internet de boa qualidade, seja por Wi-Fi ou 3G/4G. Isso porque a
ajuda é feita via videochamada, sempre que uma pessoa cega precisa de
auxílio; se você fizer parte da rede de voluntários, uma notificação
chega no celular e a conexão é estabelecida, caso aceite a chamada.

A partir daí, basta descrever o que aparece na tela usando sua voz,
estabelecendo também um canal de comunicação com alguém que poderá ser
um novo amigo. Na prática, o app opera como o Skype, mas com uma série
de facilidades de acessibilidade para os deficientes visuais e com um
propósito único.

“Minha esperança é de que, ajudando uns aos outros como uma comunidade
online, Be My Eyes possa fazer uma grande diferença na vida cotidiana
das pessoas cegas em todo o mundo”, explica o criador do projeto, o
dinamarquês Hans Jorgen Wiberg.

O Be My Eyes também concede pontos aos usuários por cada pessoa
ajudada, criando um ranking que funciona como incentivo. O aplicativo
tem versões para iPhone e iPad e pode ser baixado gratuitamente via
TechTudo Downloads.

Fonte: Tech Tudo

Menina com deficiência recebe prótese de mão feita com impressora 3D

Uma garota que tem uma deficiência em sua mão ganhou uma prótese que foi produzida em uma impressora 3D, a menina não possuí os dedos da mão esquerda e com isso estava sendo alvo de brincadeiras maldosas em sua escola, o que fez com que seus pais pesquisassem sobre a possibilidade de produzir uma prótese para a menina com o auxílio da impressora 3D.
Jeromy Wicker, pai da menina, declarou que estava aguardando o crescimento da menina para realizar a aquisição de uma prótese definitiva, porque a cobertura do convênio era de apenas 80% sobre o valor do aparelho, que segundo Jeromy, pode chegar a custar U$$ 50 mil.
O pai da menina pressionado por todas as situações difíceis pelas quais a menina estava passando em seu colégio decidiu procurar saber mais sobre a possibilidade de produção de uma prótese com o auxílio da impressora 3D, logo que constatou que a possibilidade existia, Jeromy começou a busca por impressoras que se localizassem próximas ao local onde ele residia.
Em suas pesquisas ele encontrou uma impressora 3D e entrou em contato com o colégio que recebeu o aparelho por meio de uma doação, o professor responsável pela utilização do aparelho disse para Jeromy que começaria suas pesquisas para encontrar moldes para que fosse possível fabricar a prótese.
A menina recebeu a prótese, e esta funciona através de fios internos que captam os estímulos passados pela menina e esses estímulos fazem com que a prótese seja capaz de abrir e fechar os dedos, segundo o pai, a menina está muito feliz com a prótese e não para de falar sobre a alegria de ter recebido a prótese que custou apenas U$$ 10, o que possibilitou que a menina pudesse ter duas próteses diferentes, uma da cor roxa e outra da cor rosa, totalizando um gasto de apenas U$$ 20 dólares aos pais da menina.

Fonte: Netclique

Biblioteca Pública de BH ganha mais acessibilidade com tecnologia assistiva

A Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, equipamento que integra o Circuito Cultural Praça da Liberdade, foi selecionada pelo edital de Acessibilidade da Fundação Biblioteca Nacional, que busca ampliar e qualificar a acessibilidade em Bibliotecas Públicas.Entre os benefícios que serão recebidos por meio do edital estão 300 livros de literatura em formato acessível; coleção de jogos e brinquedos especiais; kit de equipamentos e softwares de tecnologia assistiva e capacitação da equipe.

“É muito gratificante ver reconhecido o trabalho que realizamos, ainda mais neste ano em que a Luiz de Bessa completa 60 anos, oferecendo sempre um serviço de excelência à população mineira. Vamos ampliar nossa atuação inclusiva do Setor Braille, que já é referência nacional em acessibilidade, junto com os outros nove equipamentos contemplados por este edital”, destaca Catiara Afonso, superintendente de Bibliotecas Públicas e Suplemento Literário.

O Setor Braille da Biblioteca Pública Estadual surgiu em 1965 e conta atualmente com cerca de 1.600 títulos de livros. Também estão disponíveis mais de mil audiolivros para atender pessoas com deficiência visual. Os mais de 450 leitores cadastrados são assessorados por uma rede de aproximadamente 400 voluntários.

Fonte: O Estado de Minas

Magazine Luiza lança aplicativo de navegação para pessoas com deficiência

A loja de comércio eletrônico Magazine Luiza lançou um aplicativo que facilita a navegação em seu site para pessoas com deficiência que apresentem dificuldade de leitura, digitação ou movimentação do mouse.
A aplicação, desenvolvida pela Essential Accessibility, utiliza a chamada “tecnologia assistiva” que funciona como um mediador entre o site e o cliente, dando mais autonomia para esses usuários acessarem a internet.

Inaugurado 1º Centro de Treinamento de Cães-Guia do país

Primeiros animais serão entregues no segundo semestre

A ação faz parte do eixo Acessibilidade do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Viver sem Limite.
Foi inaugurado na última sexta – feira (9), em Camboriú/SC, o 1º Centro de Treinamento e Instrução de Cães – Guia do país. A unidade representa um marco inicial de uma ação governamental inédita na América Latina que, além do fornecimento de cães – guia sem nenhum custo para pessoas com deficiência visual, está formando instrutores para a abertura de um curso, de nível técnico em outras seis cidades.
A Ministra Ideli Salvatti, da secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), e o reitor o Instituto Federal Catarinense – Campus Camboriú – IFC, Francisco Sobral, entre outras autoridades, participaram da solenidade de inauguração da unidade, que foi instalada no Campus de Camboriú.
A ação faz parte do eixo Acessibilidade do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Viver sem Limite e conta com 100% de recursos federais, executados pela Secretaria de Direitos Humanos e pelo Ministério da Educação (MEC). “Essa é uma obra de caráter intangível, não se consegue medir. Para compreender sua importância, se coloque no lugar de uma pessoa cega, que antes precisava pagar até R$30 mil reais para ter um cão – guia, isso quando se conseguia um, e muito em breve poderão adquiri-los de forma gratuita, mudando completamente a sua vida para melhor, por meio da política pública que estamos consolidando neste momento”, disse a ministra Ideli Salvatti.
No Brasil existem atualmente poucas instituições privadas, de natureza filantrópica, que treinam e distribuem cães – guia para pessoas cegas. O número estimado de cães – guia no Brasil não passa de cem animais, para uma população de 506 mil pessoas cegas. De acordo com o Censo 2010 do IBGE, existem cerca de 35,7 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência visual no país.
“É extremamente importante iniciarmos uma política pioneira no Brasil de fornecimento de cães – guia às pessoas cegas para garantir a sua autonomia, dignidade e cidadania. O Plano Viver sem Limite veio para fazer diferença na vida das pessoas, inovando com ações nunca antes implementadas”, disse o secretário nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Antonio José Ferreira, da SDH/PR.
O Secretário destacou ainda outras ações inéditas, no âmbito do Plano Viver sem Limite, voltadas para as pessoas surdas, como a abertura de Centrais de Interpretação de LIBRAS pelo Brasil e a criação de Centros – Dia de Referência e de Residências Inclusivas pelo Brasil, que atendem pessoas com deficiência intelectual.
Para o reitor do IFC- Campus Camboriú, Francisco Sobral, só é possível compreender a dimensão e o impacto do projeto a partir da ótica das pessoas cegas, que já se utilizam de cães – guia. “Quando a gente ouve a emoção de uma pessoa cega ao falar da mudança que um cão – guia fez na sua vida, a gente entende a importância desta política que acaba de sair do papel e se espalhar por todo o país”, afirmou, ressaltando entre suas virtudes o fato do projeto basear seus investimentos na equiparação de oportunidades dos cidadãos.
A coordenadora do curso de Treinador e Instrutor de Cães – Guia, Márcia de Souza, discursou na solenidade de inauguração e emocionou a todos ao fazer um breve histórico das dificuldades para implementação do Centro. Márcia possui um familiar cego e afirma conhecer bem a realidade dessas pessoas.
Centro – A primeira turma do Curso de Formação de Treinadores e Instrutores de Cães – Guia é formada por sete alunos.  Oriundos do Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Sergipe e Santa Catarina, eles serão responsáveis pela formação de novos treinadores e instrutores em seus estados, após a conclusão da especialização.
A entrega dos primeiros 30 animais treinados está prevista para o segundo semestre deste ano. Outros seis centros já estão em construção, sendo eles nos Institutos Federais de Alegre/ES, com 90% das obras concluídas; Urutaí/RS, com 50%; Muzambinho/MG, com 30%; Manaus, com 19% das obras; Limoeiro do Norte/CE, com obras iniciadas em fevereiro de 2013 e São Cristóvão/SE, em fase de licitação.
Estrutura e investimentos – O Centro Tecnológico de Camboriú foi instalado no campus do Instituto Federal Catarinense e conta com quatro salas administrativas, alojamento com 10 dormitórios, canil com capacidade para 45 cães, maternidade e uma clínica veterinária com custo inicial de R$ 3,2 milhões. Estão previstos ainda investimentos da ordem de R$ 1,2 milhão para a segunda fase de implantação, prevista para ser concluída em junho deste ano.

Fonte: Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência

Tecnologia oferece vislumbres de futuro biônico

Tecnologia oferece vislumbres de futuro biônico
Pouco tempo atrás, Dick Loizeaux se viu zanzando numa boate nova-iorquina barulhenta. Foi algo incomum; ex-pastor de 65 anos, Loizeaux começou a sofrer de perda auditiva há quase uma década e boates não são seu habitat. ‘São os piores lugares do mundo para ouvir alguém conversar’, ele disse.
Porém, dessa vez foi diferente. Loizeaux fora à boate testar o GN ReSound Linx, um dos dois novos modelos de aparelhos avançados para surdez que podem ser ajustados com precisão por meio de um programa embutido no iPhone, da Apple.
Quando entrou na boate, Loizeaux pegou o telefone para colocar o aparelho em ‘modo de restaurante’. O ambiente amplificava o som vindo dos microfones voltados para frente do aparelho, reduzindo o barulho de fundo. Para reduzir o volume da música, ele abaixou os graves do aparelho e aumentou os agudos. Então, quando começou a conversar com a pessoa à sua esquerda, Loizeaux usou o telefone para favorecer o microfone no ouvido esquerdo, diminuindo o do direito.
Os resultados impressionaram. ‘Depois de alguns ajustes, eu estava mantendo uma conversa confortável numa boate’, Loizeaux me contou durante uma recente entrevista telefônica – uma ligação que seria difícil de realizar com o antigo aparelho de audição. ‘Minha esposa estava do meu lado na boate e não conseguia entender direito aquela minha conversa, e olha que sua audição é perfeita.’
É um pequeno exagero dizer que a safra mais recente de aparelhos avançados de audição é melhor do que a maioria dos ouvidos com que nascemos. Os aparelhos podem transmitir telefonemas e música diretamente para os ouvidos por meio do telefone. Eles podem ajustar os sistemas acústicos ao local; quando o telefone detecta que você entrou no seu bar preferido, ele ajusta o aparelho de audição àquele ambiente.
Os aparelhos auditivos podem até deixá-lo transformar o telefone num par extra de ouvidos. Se você estiver papeando com uma colega de trabalho numa mesa comprida, deixe o telefone diante dela que suas palavras serão transmitidas diretamente para seus ouvidos.
Quando experimentei recentemente Linx e Halo, outro conjunto de aparelhos auditivos ligados ao iPhone da empresa norte-americana Starkey, fiquei perplexo. Usar os aparelhos era como atualizar o software dos meus ouvidos.
Pela primeira vez, eu tinha controle fino sobre o ambiente acústico, o tipo de capacidade biônica que nunca percebi cobiçar. Eu tenho 35 anos de idade e audição normal. Porém, se pudesse, usaria esses aparelhos o tempo todo.
Aparelhos de audição ligados ao iPhone são apenas o começo. Hoje em dia, a maioria das pessoas que usa aparelhos para surdez, óculos, próteses e outros equipamentos de acessibilidade o fazem para corrigir uma deficiência. Porém, os novos aparelhos auditivos apontam para o futuro biônico dos aparelhos para deficiências.
Enquanto se fundem aos programas embutidos em computadores móveis, os aparelhos que antes eram usados simplesmente para consertar nossa enfermidade passarão a fazer muito mais. Com o tempo, os equipamentos de acessibilidade podem até nos deixar ultrapassar as capacidades naturais humanas.
Um dia, todos nós, não apenas quem precisa corrigir uma deficiência física, pode pegar um ou outro acessório biônico.
‘Existe uma forma pela qual essa tecnologia dará às pessoas com perda auditiva a capacidade de superar quem ouve normalmente’, disse Dave Fabry, vice-presidente de audiologia e relações profissionais da Starkey.

Imagine aparelhos de surdez que o deixam ouvir um cara que está sussurrando do outro lado de um cômodo ou óculos que lhe permitem examinar o preço de qualquer item num supermercado. O Google e várias outras equipes internacionais de pesquisa vêm trabalhando em lentes de contato inteligentes.
No começo, esses aparelhos podem monitorar a saúde dos usuários – por exemplo, podem ficar de olho na pressão sanguínea do paciente ou nos níveis de glicose –, mas modelos mais avançados poderiam exibir uma sobreposição digital na sua vida diária.
Ou imagine então o futuro das próteses de membros, que agora estão se beneficiando dos avanços na robótica e software móvel. Aparelhos avançados de próteses agora podem ser controlados por meio de aplicativos de celular. Por exemplo, o i-Limb Ultra Revolution, produzido pela Touch Bionics, permite que pessoas selecionem padrões de ajuste e baixem novas funções para as mãos prostéticas usando um iPhone. Quanto mais você usar, mais inteligente fica a mão.
Os aparelhos auditivos são o lugar natural para começar nossa jornada biônica. Aproximadamente 36 milhões de norte-americanos adultos relatam algum grau de perda auditiva, segundo o Instituto Nacional da Surdez e Outros Distúrbios de Comunicação, mas apenas um quinto das pessoas que poderiam se beneficiar com um aparelho o usam.
Isso porque tais equipamentos, como exemplo de tecnologia, há muito pareciam presos ao passado.
‘A maioria das pessoas imagina grandes e desajeitadas bananas acopladas atrás das orelhas, mostrando a todo mundo que você está envelhecendo’, afirmou Ken Smith, audiólogo de Castro Valley, na Califórnia, que adaptou mais de duas dúzias de pacientes ao Linx.
Até pouco tempo atrás, muitos aparelhos auditivos também eram difíceis de usar. Para muitos usuários potenciais, principalmente pessoas com perda auditiva leve ou moderada, eles pouco faziam para melhorar o som em ambientes barulhentos.
Falar ao telefone com um aparelho para surdez era muito problemático. Embora alguns aparelhos oferecessem a capacidade de transmissão para celulares, eles eram todos desajeitados. Para se conectar aos telefones, era preciso ter uma ‘varinha’ de transmissão extra, bateria recarregável e um transmissor sem fio que o usuário pendurava no pescoço – ninguém ficava bem arrastando esse equipamento por aí.
Em 2012, a Apple anunciou um programa voltado à deficiência auditiva e o iPhone, o qual permitiria que o sistema operacional móvel da empresa se conectasse diretamente a aparelhos para surdez utilizando uma versão de pouco consumo de energia da tecnologia sem fio Bluetooth.
Representantes da Starkey e da GN ReSound afirmam terem visto o iPhone como forma de corrigir vários dos muitos problemas técnicos que vinham afetando os aparelhos auditivos. O telefone poderia funcionar como controle remoto, cérebro e microfone auxiliar para os dois aparelhos.
Porém, segundo as empresas, o mais importante é o que o iPhone poderia fazer com seu potencial revolucionário pelos aparelhos auditivos.
‘Muita gente que poderia se beneficiar com um aparelho agora não tem desculpa – eles dizem que é muito desajeitado ou que não é legal’, afirmou Morten Hansen, vice-presidente de parcerias e conectividade da GN ReSound.
Fabry, da Starkey, foi mais direto: ‘Nós pensamos em fazer dos aparelhos para surdez uma coisa bacana’.
Esteticamente, as duas companhias parecem ter feito algo similar. Os aparelhos auditivos da GN ReSound e da Starkey são extremamente pequenos e atrativos; cada um tem apenas uma fração do tamanho de um fone de ouvido convencional com Bluetooth e quando são colocados atrás das orelhas, são praticamente invisíveis.
Eles também são bastante confortáveis. Alguns minutos depois de encaixar cada modelo nas minhas orelhas, acabei esquecendo que estavam ali.
Por outro lado, nenhum deles é barato. O Halo, da Starkey, começa ao redor de US$ 2 mil por aparelho; o Linx, da GN ReSound, tem o preço inicial acima dos US$ 3 mil. Poucos seguros-saúde cobrem o custo de aparelhos para surdez; o sistema de saúde pública dos EUA não paga por eles.
Contudo, pessoas que o usaram disseram que os novos aparelhos valem o preço.
‘Eu me apaixonei por eles nos primeiros 30 segundos’, afirmou Todd Chamberlain, que começou a usar recentemente um par de Halos.
Chamberlain, 39 anos, trabalha como fiscal de segurança industrial em Ephrata, em Washington, e usa aparelhos para surdez desde os três anos de idade.
‘Estou surpreso que não tenham feito isso antes – botar tudo num aplicativo, o que parece tão óbvio hoje em dia’, ele afirmou.
Em breve, poderemos estar dizendo o mesmo sobre todos os nossos sentidos.

Universidade Federal da Bahia entrega tabletes para alunos cegos

Universidade Federal da Bahia – UFBA entrega tablets para seus alunos com deficiência visual, com software que fotografa e lê textos impressos.
http://www.youtube.com/watch?v=z53mfqq11Q4

Mapa Tátil Pé-Yara, uma tecnologia assistiva desenvolvida no Amazonas

 Há quase dois anos, o Grupo de Pesquisa Psicologia, Educação e Novas Tecnologias (Psicotec), da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), vem construindo um material didático pioneiro na região Norte,  destinado a alunos das séries iniciais dos ensinos Fundamental e Médio portadores de deficiência visual.
Trata-se do Mapa Tátil Pé-Yara,  que oferece, por meio de jogo, um ensino lúdico sobre a cultura, economia, política e espaços geográficos dos 62 municípios do Amazonas. A proposta do Pé-Yara, que significa “caminho” na língua tupi-guarani, é ampliar a inserção social de alunos com deficiência visual nas escolas públicas do Estado e contribuir para a educação inclusiva, com a integração de alunos portadores de deficiência visual ou não.
O Mapa Tátil Pé-Yara oferece, por meio de jogo, um ensino lúdico sobre a cultura, economia, política e espaços geográficos dos 62 municípios do Amazonas.
A coordenadora do projeto, professora da Ufam e doutora em Ciências da Comunicação Cláudia Guerra Monteiro, destacou a importância do Governo do Estado, por meio da  Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), que possibilitou o financiamento para a construção de uma ideia incubada há seis anos na Ufam. “Nossa ideia era criarmos um material didático pedagógico com o qual pudéssemos, através de uma forma espontânea, apresentar aos alunos todo o conhecimento, economia e história do Estado”, ponderou.
O mapa é considerado pelo grupo como um “Jogo Cidadão”, uma vez que oferece a oportunidade aos alunos de jogarem juntos, já que o mapa não é restrito somente aos portadores de deficiência visual.
O mapa é composto por um sistema eletrônico integrado, um tabuleiro de ajustes de peças, 62 peças de madeira que são representadas com as texturas, sons e aromas típicos de cada município do Amazonas, um jogo de cartas de multiacesso em braile e um tablet com aplicativos de voz para orientar os alunos no desenvolvimento do jogo.
O grupo que inicia o jogo tentará encaixar as peças nos seus respectivos lugares, tentando não errar. Antes do início do jogo será possível escolher o nível de dificuldade e qual participante jogará. Quem conseguir encaixar as peças corretamente vence o jogo.
Para efetivação da pesquisa os primeiros testes foram realizados em duas escolas públicas de Manaus.
O professor de educação especial em tecnologia assistiva, Ricardo Souza, que é deficiente visual e um dos integrantes do grupo de pesquisa, declarou estar maravilhado com o Pé-Yara, e que este é um produto que faltava para a região. “O mapa nos oferece o que realmente estávamos necessitando. O conhecimento através do tato, através do cheiro e através do som, que ele vai produzir no tablet”, concluiu Souza.
Para efetivação da pesquisa os primeiros testes foram realizados em duas escolas  públicas de Manaus. Silveira avalia que os resultados alcançados foram  positivos. Estudantes e professores se mostraram entusiasmados com a  facilidade e o manejo do material. “Foi muito salutar a participação dos alunos e  nós temos consciência de que este produto, pensado pelo grupo da Ufam, vai  melhorar o conteúdo educacional mostrando as riquezas, belezas e potencialidades  do Amazonas”.
Juntamente com o jogo foi elaborada uma cartilha com orientações para o professor explorar o estudo da economia, educação, cultura, folclore e das potencialidades de cada município, integrando efetivamente a participação das pessoas.
O produto também foi lançado em novembro de 2013 na Feira Internacional da Amazônia, coordenada pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), na área de inovação.
No dia 7 de maio, o Pé-Yara foi apresentado na II Reunião da Comissão Brasileira de Braille (CBB), promovida pela Diretoria de Políticas de Educação Especial da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação (MEC), em Brasília (DF).
Série de reportagens
O Pé-Yara e os demais projetos submetidos ao Programa Viver Melhor/Pró-Assistir resultaram em produtos que estão sendo divulgados pelo portal CIÊNCIAemPAUTA em uma Série de Reportagens.
Os projetos são Pé-Yara – O mapa tátil do Amazonas: o jogo cidadão; Software educativo para crianças autistas – Lina Educa; Sistema Colaborativo de imersão musical para crianças com autismo; Dinheiro falante para cegos; Sistema de áudio para identificação do transporte coletivo urbano; Desenvolvimento do protótipo de pé e tornozelo em madeira laminada colada com a avaliação clínica em pacientes; Enem interativo – software aplicativo com acessibilidade; e Socialização Imersiva – um ambiente para apoiar a habilitação social de pessoas com deficiências múltiplas com foco em TID.
Ainda neste ano, a SECTI-AM lançará um catálogo descritivo dos produtos originados pelo Programa Viver Melhor/Pró-Assistir. O objetivo da publicação é socializar essas informações, e principalmente atrair investidores para o desenvolvimento e comercialização das tecnologias assistivas.
Fonte: CIÊNCIAemPAUTA, por Mirinéia Nascimento

Oficina Vivencial promove tecnologia assistiva

 Qualquer recurso que ofereça mais independência para quem tem uma necessidade especial, seja uma bengala ou óculos-lupa, pode ser considerado como tecnologia assistiva. Nos últimos anos, os computadores e demais dispositivos digitais têm auxiliado – e muito – na tarefa de garantir, para todos, o direito de estar junto com seu grupo social.
Há duas décadas, o Instituto Helena Antipoff, que integra a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, inaugurava a Oficina Vivencial de Ajudas Técnicas para Ação Educativa, a fim de atender aos alunos com deficiência física ou motora, incluídos nas turmas comuns. Ao longo dos anos, a Oficina Vivencial (OV) se transformou em referência e tem ampliado sua atuação, em especial por meio de parcerias com instituições de pesquisa.
Vera Pimentel, Janaína Larrate e Maristela Siqueira são as professoras responsáveis pelo serviço da OV. Sua rotina é promover a orientação e formação em serviço de professores que atuam com alunos com deficiência, da creche à EJA, no que se refere à avaliação, ao uso, à pesquisa, à produção e à aquisição de tecnologia assistiva. As Salas de Recursos são equipadas pelo MEC, mas é necessário capacitar os educadores e produzir material pedagógico adaptado.
Da rede de apoio prestado à Oficina Vivencial, fazem parte os professores das Salas de Recursos e os professores itinerantes, que prestam o Atendimento Educacional Especializado. “A gente fortalece o trabalho dos profissionais. Em caso de dúvida, eles solicitam consultoria e vamos até a escola identificar as necessidades do aluno e elaborar estratégias de trabalho”, explica Janaína. “Dependendo do caso e do equipamento a ser testado, tanto o aluno pode ir à OV quanto a gente se deslocar até a escola.” Cada uma das 11 Coordenadorias Regionais de Ensino (CREs) possui, ainda, um grupo de acompanhamento.
No mesmo endereço em que funciona a Oficina Vivencial, no bairro do Maracanã, é oferecida uma série de outras atividades: Oficina de Teatro, Dança, Música, Informática, de Comunicação e Linguagem, de Artes Plásticas, de Comunicação Alternativa, de Educação Física Escolar e Inclusiva, Laboratório de Libras, Sala de Leitura, Soroban e Brinquedoteca. Todas elas são voltadas para alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento (TGD) ou altas habilidades/superdotação. Algumas têm em seus grupos, também, alunos sem necessidades especiais, embora em número reduzido. A OV e o Centro de Transcrição a Braille são os únicos que não trabalham com alunos em oficinas.
Com o passar dos anos, a Oficina Vivencial ampliou o escopo, e o foco inicial no aluno com deficiência física ou motora passou a abranger todos os que podem se beneficiar, independentemente da necessidade – crianças com comprometimento motor, deficiência intelectual ou deficiência visual. Com isso, se expandiu a oferta de tecnologia assistiva nas escolas e a instrumentalização de profissionais, alunos e familiares no seu uso. Ao contemplarem suas novas competências pedagógicas, professores lançam mão das ferramentas capazes de preparar alunos com necessidades educativas especiais para exercerem sua cidadania plena. Em outras palavras, assegurar que cada um tenha direito a autonomia, mobilidade, vida independente e participação social.
Colaboração de instituições parceiras
tecladosEm 2013, foi firmada uma parceria importante com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), que visa formar professores de referência nas CREs: Projeto de Formação Continuada de Professores de Salas de Recursos Multifuncionais para o Uso da Tecnologia Assistiva no Contexto da Sala de Aula Inclusiva. No momento, estão em funcionamento 314 Salas de Recursos, no atendimento a 6.730 alunos. A partir da capacitação dos profissionais, a ideia é formar multiplicadores e, assim, ampliar a magnitude da atuação.
Em 2014, acontece o curso que ensina a utilizar o programa Boardmaker, específico para Comunicação Alternativa e Ampliada (CAA). Com o software, é possível criar dispositivos de interação com o aluno acionados, por exemplo, quando ele pisca os olhos, preparar apresentações interativas e até provas adaptadas. Graças a esse material, é possível interagir com o aluno, mesmo quando ele não apresenta uma comunicação funcional, e saber se ele está aprendendo, apesar de não ser capaz de falar. A capacitação atende em torno de 110 professores.
Outra parceria interessante foi formada com o Centro Federal Escola Técnica Celso Suckow da Fonseca (Cefet-RJ), com ênfase na busca por recursos de tecnologia assistiva alternativos aos industrializados. Um grande colaborador é o professor Paulo Aquino. Ele tanto pode confeccionar um acionador para brinquedos quanto teclados de computador personalizados, que substituem o convencional, com teclas maiores, por exemplo, e custo diferenciado. De acordo com o teste da criança, Aquino faz o teclado para ser usado na Sala de Recursos, na sala de aula ou até em casa. Na Oficina Vivencial, existem também à disposição emuladores de teclado e mouse (ETM) e diversos brinquedos adaptados. Porque cada necessidade é única.
Inovação é forte aliada
testeovAs três professoras da equipe da OV também fazem um levantamento atualizado de novas tecnologias que possam vir a ser adquiridas pela SME. Um bom exemplo é o escalador de escadas, muito útil em escolas tombadas, nas quais ficaria complicado instalar um elevador. A realidade atual nem de longe lembra as dificuldades do início. “Os alunos chegavam sem cadeiras de rodas, não conseguiam alcançar as mesas. Hoje temos condições de oferecer mobiliário adaptado”, conta a professora Maristela, lembrando que os recursos são avaliados caso a caso – o que pode mudar com o tempo, à medida que o aluno vai ganhando autonomia.
“Teve um rapaz que começou a andar com 21 anos, o Marcelo. Agora é aluno do PEJA. Vai sozinho às aulas, apesar de falar e se locomover com dificuldade”, conta a professora Vera, enquanto ressalta a preocupação da mãe com a autonomia de Marcelo. “O papel dos pais é fundamental; a gente acredita no poder da família”, finaliza Janaína.

Que-Fala!

Para se relacionar, para vivenciar, para se socializar, brincar, se divertir, estudar e tudo mais que a pessoa quiser. Quebre barreiras
O que é?
O Que-fala! é uma Solução para Tablets e Smartphones que possibilita a comunicação de pessoas com deficiência.
O Que-fala! é uma prancha de comunicação digital que não se limita apenas a vocalizar os símbolos, mas sim, atuar no ambiente, facilitar a comunicação da pessoa com deficiência e seu interlocutor, dar autonomia e liberdade para a pessoa.
O Que-fala! facilita a criação de pranchas, possibilitando a impressão e uso mesmo sem os dispositivos ou outros programas de maior custo.
Suportado por 3 visões críticas:
• Visão Profissional :: De terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, psicólogos, pedagogos, enfermeiros, entre outros que prescrevem, indicam e editam as pranchas para seus pacientes.
• Visão do Usuário :: Pessoas com autismo, paralisia cerebral, escleroses múltiplas, esclerose lateral amiotrófica, vítimas de AVC, vitimas de TCE e outras deficiências na fala que utilizam as pranchas para se comunicar e se estabelecer como indivíduo na sociedade.
• Visão do Cuidador :: Pais, familiares e entidades que querem dar voz as pessoas, melhorando seu cotidiano, incluindo-o socialmente e ampliando seus horizontes.
O Que-fala! é tecnologia assistiva de alto impacto baseada nos conceitos técnicos e científicos da Comunicação Suplementar e/ou Alternativa (CSA).
Baixe gratuitamente sua versão do aplicativo Que-fala! em seu Tablet ou Smartphone Android aqui.
Teste o Que-fala! acesse o editor de pranchas aqui e crie sua conta.
Como usar
Como as pranchas de comunicação tradicionais e os demais recursos de comunicação suplementar e/ou alternativa (CSA), o uso do Que-fala! é recomendado através de profissionais de terapia ocupacional e fonoaudiologia que acompanhem o usuário para o melhor aproveitamento da solução.
Entendemos que o acompanhamento profissional é necessário principalmente no início do uso de uma tecnologia assistiva para diminuir a resistência em sua adoção e probabilidade de desistência da ferramenta.
Mas afinal, como utilizar o Que-fala!?
Assim como nas pranchas tradicionais utilizam-se imagens para caracterizar as pessoas, os verbos, os atos ou o que for necessário para realizar a comunicação e para isso cria-se o significado da figura para cada pessoa. Tomamos a liberdade de fazer uma analogia com a alfabetização de crianças. A prancha de comunicação está para seu utilizador como o caderno está para um aluno. É um objeto vivo, que cresce conforme a necessidade da pessoa, significando item a item pelos profissionais que o atendem ou, por vezes, por seu cuidador. Em outras palavras, não damos um dicionário para uma criança aprender todas as palavras, damos um caderno e ela constrói seu vocabulário dia a dia.
Com o Que-fala! não é diferente, ele cresce ao passo que a pessoa necessita. As pranchas são compartilhadas com os profissionais que os atendem e com os cuidadores que ampliam seu “caderno” editando e significando figura-a-figura, dia-a-dia, semana-a-semana em suas páginas.
Teoria é bom para entender como foi feito e pensado o Que-fala!, mas e a prática?
Bom, essa é uma parte boa. A prática é SIMPLES.

Fonte: http://www.quefala.com.br/