Controle para pessoas com deficiência permite jogar videogame com os pés

Adam Li, Nate Tran e George Levay mostram os sapatos adaptados para controlar vídeo games

Três engenheiros, George Levay, Nate Tran e Adam Li, criaram um dispositivo que permite que pessoas com deficiência nas mãos possam jogar videogame utilizando os pés. Trata-se de uma espécie de sandália com sensores chamada Gear (Game Enhancing Augmented Reality, ou “aprimorador de jogos por meio de realidade aumentada”, em tradução livre).
O dispositivo nasceu durante um trabalho de aula na faculdade Johns Hopkins, cursada por Levay. O próprio engenheiro não possui as mãos, perdidas em decorrência de complicações por uma infecção.
A ideia da aula era construir um controle alternativo para computadores e Levay decidiu fazer algo que o permitisse jogar mais videogame.
“Procurei Li e Tran para saber se poderíamos fazer algo que eu pudesse realmente usar, ainda que isso não permitisse tirar a nota máxima no trabalho”, afirmou, em entrevista à revista Popular Science.
Se não conseguiram a nota máxima no trabalho, os três engenheiros acabaram recebendo outro prêmio: o principal na Intel-Cornell Cup deste ano, competição que premia estudantes que transformem ideias em produtos para uso no mundo real.
Múltiplos comandos
O Gear foi feito com três sensores de silicone sensíveis à pressão e que ficam em contato com a planta do pé. O controle reconhece oito comandos ao todo, quatro para cada pé, sendo possível programar um deles para movimento e outro para botões de ação, como um joystick padrão.
De acordo com Levy, é possível expandir as capacidades do controle para até 15 comandos e utilizar uma trackball paralelamente. Foi assim que ele conseguiu jogar “Mirror’s Edge” no vídeo acima.
Ainda não há previsão para a chegada de versões comerciais do Gear. A ideia, entretanto, pode ajudar às produtoras a garantirem que cada vez mais pessoas tenham a possibilidade de jogar.

Fonte: UOL

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Twitter libera fotos com legendas para pessoas com deficiência visual

Você poderá descrever suas imagens sem consumir o limite de 140 caracteres
O Twitter lançou nesta terça-feira (29) um recurso para permitir que os usuários coloquem legendas de até 420 caracteres nas fotos publicadas na rede social. O objetivo é tornar as fotos acessíveis para todos os usuários, incluindo as pessoas com deficiência visual, que utilizam o Twitter com a ajuda de leitores de tela.
Os usuários do Twitter já descreviam suas imagens para permitir que os cegos ou pessoas com baixa visão entendessem as fotos, mas de maneira informal, normalmente com alguma hashtag, como #pracegover ou #legenda. O recurso nativo de legendas do Twitter não consome o limite de 140 caracteres para tweets.
Para colocar legendas, é necessário ativar o recurso nos aplicativos oficiais do Twitter para Android e iOS. Em ambos os casos, entre nas configurações, abra o menu Acessibilidade e ative a opção “Escrever descrições de imagens”. Sempre que você escrever um tweet com imagem, um botão “Adicionar descrição” aparecerá na miniatura da sua foto.
O recurso de acessibilidade do Twitter deve ser configurado no próprio aplicativoO recurso de acessibilidade do Twitter deve ser configurado no próprio aplicativo
O recurso é voltado para deficientes visuais, e as descrições que você digitar só poderão ser lidas por leitores de tela, como o VoiceOver do iOS e TalkBack do Android. As legendas das fotos não aparecerão visualmente no aplicativo — elas funcionarão mais ou menos como o atributo “alt” do HTML.
No momento, a novidade está disponível apenas nos aplicativos do Twitter para Android e iOS. O Twitter abriu a funcionalidade na API para permitir que os aplicativos de terceiros também incluam descrições nas imagens.

Fonte: Tecnoblog

App promete ajudar cegos a “verem” o mundo

app Aipoly Vision: ferramenta faz uma leitura de elementos através da câmera do celular e os descreve em um áudio
Muito se fala sobre a tecnologia como a grande vilã das relações pessoais, aquela que veio para acabar de vez com a proximidade “real” entre as pessoas, e em certa medida, dependendo do ponto de referência, os avanços tecnológicos de fato podem mesmo ser causadores de pequenas catástrofes como um transformar a boa e velha conversa de bar em um monólogo.
É inegável, no entanto, que dominar a técnica é, desde sempre, a melhor forma de facilitar a vida do ser humano.
Um exemplo de como utilizar a tecnologia para este fim é o Aipoly Vision, um aplicativoque promete ajudar deficientes visuais a “enxergarem” o mundo a sua volta.
Compatível com dispositivos iOS, a ferramenta faz uma leitura de elementos através da câmera do celular e os descreve em um áudio aos usuários.
A promessa do app é reconhecer e transmitir os objetos para ajudar no dia a dia de pessoas cegas com um intervalo de tempo de três segundos, como demonstrado no vídeo abaixo. Confira:
O app é gratuito e, por enquanto, só está disponivel para download em iOS.

Fonte: Exame

Mamam lança vídeo e site do seu projeto de acessibilidade

Pintor Na Torre Eiffel’ de Aloisio Magalhães é uma das obras que possui recursos de acessibilidade com audiodescrição

Cerca de 100 obras do acervo do Mamam foram escolhidas para terem sua audiodescrição feita pela equipe, formada pelos audiodescritores Andreza Nóbrega, Ernani Ribeiro, Laís Castro e Paulo Vieira e pelos arte-educadores Anderson Pinheiro, Alexsandra Leite e Goretti Varella.

A curadoria coube à diretora do Mamam, Beth da Matta, junto com Juliana Lins, Anderson Pinheiro e Alexsandra Leite (confira os critérios usados ao final deste texto).

Há criações de artistas como Abelardo da Hora, Gilvan Samico, Vicente Monteiro e Ladjane Bandeira na seleção.

As informações sobre estas peças são disponibilizadas em Libras através de vídeos. O conteúdo passa a integrar o acervo do museu, além de ser publicado no site.

Já o vídeo Museu Acessível mostra visitas de pessoas com necessidades especiais (visual e auditiva) ao Mamam, com áudio-descrição e interpretação em Libras. São apresentadas obras de Aloisio Magalhães, Marcelo Silveira, Abelardo da Hora, Vicente do Rego Monteiro e Lourival Cuquinha.

O projeto Acessibilidade Mamam contou com a consultoria em áudio-descrição de Francisco Lima, do Grupo Imagens que falam, e de Milton Carvalho. Para o trabalho com Libras, a consultoria foi de Carolina Longman e Ernani Ribeiro. A coordenação técnica do projeto é de Eli Maria.

O projeto foi realizado com patrocínio da Caixa, pelo edital de Apoio ao Patrimônio Cultural Brasileiro. Coordenadora executiva do Acessibilidade ao Mamam, Clarisse Fraga escreveu sobre a iniciativa: “O projeto Acessibilidade Mamam é a primeira etapa para novos empreendimentos acessíveis a serem realizados no Museu. Novas ações estão sendo pensadas para promover cada vez mais o estreitamento da relação do público com deficiência e as obras de arte do Mamam”.

Critérios usados para a seleção das obras:

– Artista/obra com relevância na história da arte nacional, focando na pernambucana;

– Artista/obra reconhecido pelo mercado e pesquisas acadêmicas;

– Modalidade artística de médio, pequeno e grande porte (nessa ordem de preferência de tamanho) tais quais desenho, pintura, gravura (xilo, serigrafia ou metal), fotografia, escultura, instalação;

– Existência de vasto material confiável de pesquisa;

– Importância pedagógica e clara leitura de imagem descritiva.

Fonte: Boa Informação
Publicado no Blg Turismo

Engenharia de Tecnologia Assistiva

Assista o Vídeo do CREA de Minas Gerais
engenharia_TA
(Imagem de uma pessoa com deficiência sendo transportada em uma cadeira de rodas customizada segundo suas necessidades.)
http://www.galvaofilho.net/noticias/engenharia_TA.htm

>> Anatel recebe sugestões para melhorar acessibilidade de pessoas com >> deficiência

>> A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) esta recebendo sugestõesde sugestões para a proposta do Regulamento Geral de Acessibilidade em
>> Telecomunicações (RGA). Dessa forma, a agência pretende eliminar falhas
>> entre as obrigações atuais de acessibilidade previstas pela Anatel e os
>> direitos das pessoas com deficiência estabelecidos tanto pela legislação
>> brasileira quanto por convenções e recomendações internacionais.
>> Por meio dessa proposta, a agência definirá medidas para a modernização
>> dos orelhões adaptados para pessoas com deficiência auditiva – por meio
>> de recursos como videochamadas, envio e recebimento de mensagens, acesso
>> à internet diretamente pelo terminal ou por meio de conexão sem fio – e o
>> estabelecimento de regras que “proporcionem às pessoas com deficiência a
>> fruição de serviços de telecomunicações e a utilização de equipamentos em
>> igualdade de oportunidades com as demais pessoas”.
>> Dessa forma, cria mecanismos que resgatam e reforçam os direitos das
>> pessoas com deficiência, entre eles o direito à acessibilidade, à
>> isonomia e ao atendimento especializado e individualizado.
>> Entre as medidas de promoção da acessibilidade no setor, estão a
>> padronização de obrigações relativas à disponibilidade de informações em
>> formato acessível; a oferta de planos de serviço específicos para pessoas
>> com deficiência auditiva; a existência de mecanismos de interação com o
>> consumidor que atendam às expectativas das pessoas com deficiência; a
>> existência de atendimento especializado; e a disponibilidade de site
>> acessível.
>> De acordo com o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
>> de 2010, 23,9% da população (45,6 milhões de pessoas) têm algum tipo de
>> deficiência – visual, auditiva, motora, mental ou intelectual.
>> O RGA pretende também criar condições para a expansão das centrais de
>> Intermediação de Comunicação, com a possibilidade de compartilhamento de
>> custos por parte das prestadoras, que poderiam adotar uma central
>> integrada ou terceirizada, a utilização de tecnologias para permitir a
>> intermediação por vídeo e mensagens e o fomento do uso da Língua
>> Brasileira de Sinais (Libras).
>>
>> A Anatel informa que a proposta apresentada é fruto de debates feitos em
>> 2014 com representantes das prestadoras, da indústria, dos consumidores,
>> de pessoas com deficiências auditivas, da Secretaria Nacional de Promoção
>> dos Direitos das Pessoas com Deficiência e do Ministério das
>> Comunicações, além de contribuições obtidas durante consultas públicas.
>> A abertura dessa nova etapa de consultas foi publicada no Diário Oficial
>> da Uniãode hoje (18).
>> As contribuições e sugestões devem ser encaminhadas, preferencialmente,
>> por meio do formulário eletrônico do Sistema Interativo de Acompanhamento
>> de Consulta Pública, disponível no site da Anatel,
>> ou por meio da página http://www.anatel.gov.br/dialogo/, até as 24h do
>> dia 2 de outubro de 2015.

Fonte Agência Brasil

Nova versão do software para pessoas cegas e com baixa visão.

O F123 tem, a partir de agora, uma nova versão do software para pessoas cegas e com baixa visão.
O programa, que pode ser instalado em qualquer computador, tem as versões recentes do navegador Mozilla Firefox, editor de texto e planilha eletrônica,
mensageiro instantâneo e e-mail, além de um sistema de ajuda, com dicas para quem está começando.
Há ainda leitor e ampliador de tela mais avançados, com a possibilidade de atualizações automáticas do software e do conteúdo de ajuda sem necessidade
de reinstalação.
Você pode baixar a
versão gratuita aqui.
A versão paga inclui DVD para instalação do sistema F123, licença de voz de alta qualidade, apoio técnico prioritário para resolver até 10 problemas diferentes,
atualizações automáticas do software e acesso a cursos de capacitação a distância por 12 meses. O investimento é de R$ 393, além do frete. A compra pode
ser feita por
este link.
O programa já foi vencedor do Prêmio FINEP de Inovação 2013 categoria Tecnologia Assistiva.
Quem preferir pode adquirir o Apoio Técnico F123 Visual e/ou a Voz de Alta Qualidade para o F123 Visual separadamente.
As compras podem ser feitas à vista ou em parcelas com cartão de crédito ou boleto bancário.
É possível ainda especificar no pedido, durante a compra, que o software seja enviado para uma escola ou para uma pessoa com deficiência visual.
Dúvidas e sugestões podem ser enviadas para o e-mail info@F123.org.