App Moovit lança recursos de acessibilidade para cegas

Versão 4.10 integra o app às funcionalidades VoiceOver e TalkBack para iOS e Android, respectivamente, que tornam a tela dos aparelhos acessível
O aplicativo Moovit lançou uma nova versão que inclui recursos que ajudarão pessoas com deficiência visual a se locomoverem com maior facilidade ao utilizarem o transporte público.
A versão 4.10 integra o app às funcionalidades VoiceOver e TalkBack (para iOS e Android, respectivamente), que tornam a tela dos aparelhos acessível.
As mudanças incorporadas agora permitem que uma pessoa com deficiência visual use um dos leitores de acessibilidade para planejar sua viagem, além de terem acesso a todas as outras funcionalidades do Moovit.
Segundo o Moovit, para incluir os recursos de acessibilidade a companhia trabalhou com um desenvolvedor cego que relatou sua experiência em primeira pessoa e forneceu feedbacks que ajudaram a assegurar que a nova versão seria eficiente e de fácil utilização aos usuários com deficiência visual.
A integração com as novas funcionalidades permite que o usuário pressione seu dedo na tela do celular e então ouça qual botão ou ícone está sendo visualizado, aprimorando a experiência de navegação e permitindo que deficientes visuais planejem suas viagens e rotas com mais facilidade.
“Para usuários com algum tipo de deficiência visual, planejar sua rota com antecedência é importante para se familiarizar com o caminho e ter mais segurança ao andar no transporte público”, comenta Adi Kushnir, deficiente visual que ajudou a desenvolver a nova versão do Moovit.
Novos recursos em acessibilidade devem ser testados pelo Moovit futuramente e incorporados às novas versões do app.
Além da inclusão de funcionalidades para deficientes visuais, a versão 4.10 do Moovit incorpora a função de conectar usuários às suas contas no Facebook e no Google, de modo a sincronizar suas linhas, locais e pontos favoritos e outras preferências na nuvem, disponibilizando todas as informações de modo mais fácil.

Fonte: IDGNOW

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Chapada dos Veadeiros inaugura trilha com acessibilidade

Pessoas com deficiência poderão chegar até as Corredeiras, um dos atrativos do parque através do caminho suspenso de madeira com 230 metros.

O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, inaugurou a primeira parte da trilha suspensa com acessibilidade. Por meio dela, pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida poderão chegar até as corredeiras, um dos atrativos do parque, podendo aproveitar a oportunidade, inclusive, para tomar banho no local.
“Devido ao perfil das trilhas atualmente existentes, apenas uns poucos visitantes com baixa mobilidade ou com algum tipo de deficiência física tiveram a oportunidade de conhecer o parque. E é pensando nesse público que estamos finalizando a trilha suspensa”, disse Carla Guaitanele, chefe da unidade de conservação gerida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
A trilha suspensa é feita de madeira, possui 230 metros de extensão e leva até um mirante de onde se pode visualizar as corredeiras. Desse ponto, com auxílio, cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida poderão entrar na água e desfrutar das delícias do rio Preto.
Para facilitar o acesso, os visitantes que se enquadrarem na Lei nº 13.146/2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência) poderão entrar no parque com carro próprio (tração 4×4) até o local da trilha. O limite máximo é de quatro carros. No dia 5, o acesso será pelo parque nacional.
A trilha, segundo a chefe do parque, atende às regras da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) que tratam dos critérios e parâmetros técnicos a serem observados na construção, instalação e adaptação de equipamentos de uso público no meio urbano e rural, a chamada ABNT NBR 9050.

Fonte: ICMBio

Tecnologia apoia pessoas com deficiência visual

Finalistas do Prêmio Laureate Brasil Jovens Empreendedores Sociais, que acontece na Unifacs, em Salvador, são os 12 selecionados do país, que receberão capacitação em negócios para garantir a sustentabilidade dos projetos
O Projeto AnnuitWalk (PAW) teve seu inicio em 2013 ao observar as dificuldades enfrentadas por pessoas com deficiências durante sua locomoção. O trabalho é resultado de pesquisa de campo realizada por Marcos Antônio Oliveira da Penha, de 27 anos, com deficientes visuais durante todo o ano de 2014. Tratando dos principais problemas dessa população, que no Brasil já somam mais de 6.7 milhões, o PAW oferece um conjunto de soluções tecnológicas que exploram, ao máximo, conceitos modernos da Internet das Coisas (IOT) e Inteligência Computacional para criação de Tecnologias Assistivas (TA) mais inteligentes.
Os óculos inteligentes desenvolvidos por Marcos Antônio contam com sensores de ultrassom e são capazes de detectar obstáculos à frente do deficiente visual e alertá-los por meio de acessórios vibratórios, como pulseiras e solas de sapatos, para que possam desviar e, assim, evitar acidentes. O PAW ainda conta com aplicativos mobile e wearables, que podem funcionar de forma integrada com os óculos através de conexão Bluetooth. Por meio destes é possível fornecer funcionalidades: de geolocalização (GPS); processamento de dados ubíquos sobre os obstáculos no decorrer do trajeto do indivíduo, que logo são usados para recomendação de rotas, guiando o deficiente visual até o destino desejado, pelo caminho mais acessível; e sistema de Smart Cities, que contribui com Big Datas governamentais e aponta locais críticos geo-referenciados em mapa online para tomada de decisões quanto à priorização de reparos públicos nas áreas mais afetadas, promovendo a acessibilidade, inclusão social e qualidade de vida dessa população. 
Outro jovem motivado a trazer soluções para deficientes visuais e que teve seu projeto escolhido como finalista da edição 2015 do Prêmio Laureate Brasil Jovens Empreendedores Sociais é Philippe Magno, de 25 anos. Também morador de Recife, o jovem criou a Plataforma Integrada HandsFree, produto inovador, de baixo custo e alta eficiência, que auxilia a inclusão social e digital de deficientes físicos. Desenvolvida pelo Instituto HandsFree Tecnologias Assistivas, o produto é voltado para Tecnologia Assistiva, possibilitando por meio de tecnologias open source, softwares e hardwares, a automação residencial, controle do computador por meio do movimento da cabeça ou comando de voz e plataforma de ensino a distância. O produto é entregue sem custo para o deficiente e prevê o resgate da sua autoestima, promovendo sua autonomia social e financeira.
Marcos e Phillippe estão entre os 12 jovens finalistas do Prêmio Laureate Brasil Jovens Empreendedores Sociais, com idades entre 18 e 29 anos, que passarão uma semana na Universidade Salvador (Unifacs), em Salvador, para receberem a capacitação oferecida pela Laureate Brasil para os finalistas da premiação. Escolhidos dentre um universo de mais de 98 projetos inscritos, antes mesmo da cerimônia, cada um deles também foi contemplado com um curso online de capacitação em negócios sociais que os ajudará a desenvolver suas iniciativas sustentavelmente.
Além disso, os 12 jovens também serão integrados ao Programa Global Fellows, uma iniciativa da Sylvan / Laureate Foundation e do programa YouthActionNet®. Criado em 2001 pela International Youth Foundation, o YouthActionNet® hoje congrega uma comunidade com 1.338 jovens em  90 países, promovendo impactos positivos na vida de mais de 3,9 milhões de pessoas.
A criação do Prêmio Laureate Brasil integra quatro programas de instituições da rede em um reconhecimento nacional desses empreendedores: o Programa I am – Iniciativa Jovem Anhembi Morumbi, criado pela Universidade Anhembi Morumbi na região Sudeste; o Programa Iniciativa Jovem UnP, desenvolvido pela Universidade Potiguar no Nordeste; o Programa Jovem Empreendedor UniNorte, do Centro Universitário do Norte (UniNorte), que estimula iniciativas da região Norte, e seu mais novo integrante, o Prêmio JoinUs – Jovem Iniciativa UNIFACS, da Universidade Salvador (Unifacs), que atende aos estados da Bahia e Sergipe). Cada um desses programas articula ações e apoios regionais para as iniciativas locais, por meio da estrutura acadêmica das instituições.
“O projeto merece destaque por ter como pilares básicos a concessão de instrumentos para que esses jovens se capacitem, tornando seus projetos sustentáveis, dando a visibilidade e o apoio necessário para a captação de novas parcerias e patrocínios”, afirma o CEO da Laureate Brasil, José Roberto Loureiro.
Desde a primeira edição do Prêmio Laureate Brasil, em 2008, foram registradas 679 inscrições de jovens empreendedores sociais. Deste montante foram selecionados e premiados 122 jovens que, em conjunto, receberam 1.120 horas de capacitação em empreendedorismo social com o proposito de alavancar os benefícios gerados pelas respectivas ações em 29 cidades, impactando positivamente 117.886 mil pessoas.
Sobre a Laureate Brasil
A Laureate Brasil, integrante da rede global líder em ensino superior Laureate International Universities, é formada por 12 instituições de ensino superior que possuem mais de 50 campi em oito estados brasileiros. Fazem parte da rede Laureate Brasil: BSP – Business School São Paulo; CEDEPE Business School; Complexo Educacional FMU; Centro Universitário do Norte (UniNorte); Centro Universitário IBMR; Centro Universitário Ritter dos Reis (UniRitter); Faculdade de Desenvolvimento do Rio Grande do Sul (FADERGS); Faculdade dos Guararapes (FG); Faculdade Internacional da Paraíba (FPB); Universidade Anhembi Morumbi; Universidade Potiguar (UnP); e Universidade Salvador (UNIFACS).
Sobre a Laureate International Universities
Líder global no segmento de educação superior, a Laureate International Universities é formada por mais de 80 instituições de ensino em 29 países na América do Norte, América Latina, Europa, Ásia, África e Oriente Médio. Mais de 950 mil estudantes fazem parte de sua comunidade acadêmica. As instituições da Laureate oferecem cursos de graduação, mestrado e programas de doutorado em áreas como arquitetura, administração, engenharia, hospitalidade, direito e medicina. A rede Laureate, que tem Bill Clinton, 42º presidente dos Estados Unidos e fundador da Clinton Foundation como Chanceler Honorário, comemora este ano seu 15º aniversário.
Para saber mais, visite o site http://www.laureate.net

Evento Tecnologia Assistiva

Evento “SECTI na Área – TECNOLOGIA ASSISTIVA”
Parque Tecnológico da Bahia – Salvador
Dia 06 de outubro – das 09 às 11 h.
TECNOLOGIA ASSISTIVA – SECTI-Bahia
Programação:
09:00 h.: SECTI – Abertura
09:10 h.: SJDHDS – Demandas
09:30 h.: UFRB – Linhas de Pesquisa – Universidade Pública
09:50 h.: Apthouse – Produto Desenvolvido
10:10 h.: SEI – Análise de Mercado
10:30 h. Fapesb – Agência de Fomento
10:50 h.: SECTI – Finalização
Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação – SECTI
Estado da Bahia

Inovação: grandes empresas se unem para criar tecnologias de acessibilidade

Empresas de peso como Facebook, Yahoo!, Microsoft e Dropbox estão se
unindo em prol de algo em comum: o desenvolvimento de mais tecnologias
destinadas às pessoas com diferentes tipos de deficiências. Juntas,
essas companhias e demais parceiros do ramo de educação, como as
universidades de Stanford e Carnegie Mellon, criaram um grupo chamado
Teaching Accessibility (ou, em português, Ensinando Acessibilidade).

O objetivo é desenvolver tecnologias que qualquer um pode usar, com
modelos de treinamento e ensino para jovens estudantes programarem
experiências acessíveis. O grupo analisará interações entre o homem e
o computador, engenharias de educação e conceitos de design que
atendam a populações diferentes, com pessoas com deficiência em mente.

Um momento histórico e importante

O anúncio do Teaching Accessibility coincide com o vigésimo quinto
aniversário do Ato de Americanos com Deficiências, assinado pelo
ex-presidente George Bush em 1990 e que garante benefícios a essa
parcela da população. De acordo com publicação do Teaching
Accessibility, estudantes de diferentes campos do conhecimento
precisam aprender a criar tecnologias que sejam verdadeiramente
inclusivas aos mais variados tipos de deficientes.

“A acessibilidade deve ser tornar algo popular, pois só assim as
tecnologias atingirão o verdadeiro potencial de conectar todo mundo”,
diz um anúncio do grupo. Empresas como Google, Apple e IBM também
estão reunindo esforços para fazer com que seus produtos sejam mais
inclusivos a todos. Esperamos que bons frutos saiam das parcerias
entre as empresas do Teaching Accessibility.

Fonte: Venture Beat

Estudantes baianos criam bengala automática de baixo custo para cegos

O projeto, que surgiu em um grupo de pesquisa do Ifba, concorre a prêmio na
Campus Party. Ideia é comercializar a bengala com preços acessíveis

Já imaginou se um cego pudesse andar pela cidade com uma
bengala que lhe impedisse de esbarrar em objetos apenas com uma vibração? Um
grupo de estudantes do Instituto Federal da Bahia (Ifba) desenvolveu ao
longo de oito meses um projeto voltado para ajudar pessoas com necessidades
visuais específicas.

A ideia partiu do professor Justino Medeiros que, junto com três integrantes
do Grupo de Pesquisa de Sistemas de Automação e Mecatrônica (GSAM), elaborou
a Bengala Automatizada para Detecção de Obstáculos. O segundo protótipo da
ferramenta foi um dos projetos selecionados para exibição na Campus Future,
que faz parte da quarta edição da Campus Party Recife.

O objetivo do evento é exibir ao público em geral projetos inovadores e
criativos desenvolvidos nas universidades brasileiras em diversas áreas.
O projeto dos estudantes do Ifba também concorre a uma premiação no final da
Campus Party, que encerrou no dia (26).

A proposta da criação da bengala surgiu a partir da convivência com
deficientes visuais no próprio local de estudo. “Nós vimos uma demanda no
Ifba”, relembra o estudante de engenharia elétrica Victor Ben-Hur Araújo, de
23 anos, em entrevista ao CORREIO durante o segundo dia evento (24).

“Lá existe um núcleo de deficientes visuais, auditivos e motores que estudam
normalmente, assistem aula com a gente. Nós vemos diariamente alguns alunos
deficientes visuais trafegando pela instituição e o professor Justino chegou
com essa ideia para facilitar o dia-a-dia deles”.

Bengala automizada tem três sensores e
deverá custar cerca de R$ 300.

O grupo, que ainda conta com o estudante de engenharia mecânica Eric Pessoa
e Larissa Assis, aluna do curso técnico de automação do Ifba, determinou que
a ferramenta contaria com quatro sensores que alertariam o seu usuário da
proximidade e localização de um obstáculo nas imediações.

“Decidimos que a detecção dos objetos se daria através de sensores separados
por zonas – a esquerda, a direita, a central e superior”, disse Victor.
“Essa detecção é feita e processada em uma plataforma chamada Arduino”,
explica.

Este tipo de plataforma é de hardware livre, ou seja, gratuito, e permite a
criação de ferramentas acessíveis, de baixo custo e fáceis de serem
utilizadas e customizadas. “O controle é feito ali [no Arduino] e passado
para os motores de vibração, que ficam na luva da bengala”.

O objetivo geral do produto, segundo o estudante baiano, é desenvolver um
instrumento de baixo custo que seja acessível à população de deficientes
visuais. “Queremos dar para eles uma ferramenta a mais, de tecnologia
assistiva, que só acrescente aos sentidos que eles já usam.
Com a bengala eles terão um acréscimo, um objeto eletrônico que lhe propicie
uma segurança maior nas ruas”.

O diferencial da bengala desenvolvida pelos pesquisadores baianos vai além
do uso de quatro sensores – dois a mais do que o utilizado por Carlos Solon
Guimarães, brasileiro que desenvolveu um protótipo com dois sensores como
trabalho de conclusão de curso de uma universidade no Rio Grande do Sul, em
2011.

O instrumento informa ao usuário em que lado o obstáculo se localiza, e se
ele está localizado acima do tronco da pessoa. “A detecção na parte da face,
por exemplo, evita o risco de colisões com orelhões ou outros objetos que
estejam fora do alcance tátil dele”, comenta Victor Araújo.

“O motor da direita informa que o objeto está daquele lado, e na esquerda o
oposto. O motor que está localizado na palma corresponde ao centro – ou
seja, o obstáculo está na frente da pessoa. E quando ele está na parte
superior, todos os motores vão vibrar ao mesmo tempo”, exemplificou.

Além da localização, a bengala dos estudantes do Ifba também alerta sobre a
proximidades do objeto. Quanto mais próximo o usuário esteja do obstáculo,
mais forte será essa vibração. O protótipo atual detecta objetos na região
inferior com até 70 cm de distância da pessoa, enquanto objetos na região
superior e da cabeça conseguem ser percebidos com até 1,10 metro de
distância.

Ainda segundo o estudante de engenharia elétrica, essas percepções podem ser
ajustadas de acordo com a necessidade do cliente, que pode escolher diminuir
a distância em que os alertas poderão ser feitos. A perspectiva é de que a
bengala custe em torno de R$ 300.

O projeto está encerrando a sua primeira fase após oito meses de pesquisas e
desenvolvimento. “Já apresentamos a bengala em um fórum mundial, e vamos
para outro congresso em Aracaju para apresentá-la também. Queremos
transformar isso em produto e colocá-la no mercado assim que possível”,
garante Victor.

Os estudantes estão planejando transformar o protótipo em uma startup a
partir do próximo mês. Com o lançamento do produto, que está previsto para
acontecer até o final deste ano, a rotina dos deficientes visuais pode se.

Niki reinventa o zíper e cria tênis para pessoas com deficiência

O tênis que usa o Flyease é aberto como se fosse uma laranja. Há um zíper que vai de um canto a outro e, no final, se conecta a um velcro que faz o resto do trabalho.

Graças a um episódio que começou há sete anos, a Nike está desenvolvendo tênis que podem ser calçados e ajustados com apenas uma mão, o que vai facilitar a vida de pessoas com mobilidade reduzida. E a empresa fez isso reinventando o zíper.

Tudo começou quando Jeff Johnson, que havia sido o primeiro funcionário da Nike, sofreu um acidente vascular cerebral e perdeu a articulação da mão direita. Mark Parker, o CEO da empresa, acionou o diretor de inovações atléticas, Tobie Hatfield, e pediu que ele desenvolvesse um calçado que pudesse ser usado pelo ex-companheiro. O resultado foi um modelo com duas tiras de velcro cruzadas que Johnson poderia usar durante sua recuperação.

O caso ficou dormente até 2012, quando Parker acionou Hatfield outra vez, desta vez para atender um garoto de 16 anos que vivia em Miami. Matthew Walzer, que teve paralisia cerebral, era fanático pela Nike e escreveu em seu blog que os tênis da marca eram melhores que os calçados ortopédicos, pois não causam bolhas por manter pernas e pés estabilizados. O problema é que ele não conseguia amarrar os próprios tênis.

Parker queria ajudar Walzer, e foi aí que Hatfield começou a trabalhar no que viria a se transformar no Flyease, a reinvenção do zíper. O diretor passou a conversar frequentemente com o garoto, que recebia protótipos e depois contava o que tinha achado do trabalho, até que chegaram ao ponto atual.

Quando aberto, há espaço suficiente para colocar e tirar o pé sem nem mesmo encostar as mãos no tênis.

Hatfield disse à Fast Co. que a tecnologia ainda não está totalmente pronta, mas será lançado mesmo assim porque a Nike entende que do jeito que está ela já é capaz de ajudar pessoas na mesma situação de Walzer. A ideia, entretanto, não é ter uma linha só para quem tem mobilidade reduzida, tanto que o próprio executivo tem um modelo particular que ele usa para correr, e que acelera sua passagem pela área de segurança dos aeroportos (onde é preciso ficar descalço).

O primeiro modelo a sair com o sistema é o LeBron Soldier 8 FLYEASE, que será lançado em quantidade limitada no final de julho.

Fonte: Olhar Digital