CCSL de São Carlos desenvolve pesquisa com tecnologia assistiva

O Professor Carlos Monaco, do CCSL-ICMC, vem desenvolvendo um sistema baseado em software livre para o auxílio a pessoas com deficiência visual. Trata-se de um sistema de detecção de objetos que apresenta sinais sonoros para o usuário através de fones de ouvido; esses sinais lhe permitem identificar a posição no espaço desses objetos. O protótipo já está funcionando e o projeto conta com a participação de um usuário que colabora nos ajustes do sistema. O projeto foi objeto de matéria no Diário Oficial do Estado de São Paulo em 15/07/2016

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Controle para pessoas com deficiência permite jogar videogame com os pés

Adam Li, Nate Tran e George Levay mostram os sapatos adaptados para controlar vídeo games

Três engenheiros, George Levay, Nate Tran e Adam Li, criaram um dispositivo que permite que pessoas com deficiência nas mãos possam jogar videogame utilizando os pés. Trata-se de uma espécie de sandália com sensores chamada Gear (Game Enhancing Augmented Reality, ou “aprimorador de jogos por meio de realidade aumentada”, em tradução livre).
O dispositivo nasceu durante um trabalho de aula na faculdade Johns Hopkins, cursada por Levay. O próprio engenheiro não possui as mãos, perdidas em decorrência de complicações por uma infecção.
A ideia da aula era construir um controle alternativo para computadores e Levay decidiu fazer algo que o permitisse jogar mais videogame.
“Procurei Li e Tran para saber se poderíamos fazer algo que eu pudesse realmente usar, ainda que isso não permitisse tirar a nota máxima no trabalho”, afirmou, em entrevista à revista Popular Science.
Se não conseguiram a nota máxima no trabalho, os três engenheiros acabaram recebendo outro prêmio: o principal na Intel-Cornell Cup deste ano, competição que premia estudantes que transformem ideias em produtos para uso no mundo real.
Múltiplos comandos
O Gear foi feito com três sensores de silicone sensíveis à pressão e que ficam em contato com a planta do pé. O controle reconhece oito comandos ao todo, quatro para cada pé, sendo possível programar um deles para movimento e outro para botões de ação, como um joystick padrão.
De acordo com Levy, é possível expandir as capacidades do controle para até 15 comandos e utilizar uma trackball paralelamente. Foi assim que ele conseguiu jogar “Mirror’s Edge” no vídeo acima.
Ainda não há previsão para a chegada de versões comerciais do Gear. A ideia, entretanto, pode ajudar às produtoras a garantirem que cada vez mais pessoas tenham a possibilidade de jogar.

Fonte: UOL

ENGENHEIRA CEGA DA APPLE É SÍMBOLO DOS ESFORÇOS EM ACESSIBILIDADE PARA O IPHONE

A Apple é bastante conhecida por contar com opções personalizadas para
deficientes físicos em seus produtos. O que pouca gente sabe é que a
companhia realiza parcerias com pessoas com deficiências no
desenvolvimento dessas ferramentas. Esse é o caso de Jordyn Castor,
engenheira cega que é o símbolo da Apple para realizar avanços para
deficientes no Mac e no iPhone.

Nascida prematuramente e cega, com expectativa de vida desacreditada
pelos médicos, Jordyn sobreviveu. Seus familiares não queriam que ela
levasse uma vida limitada e a incentivaram a mergulhar no estudo de
informática. Desde criança, ela recebeu presentes tecnológicos de seus
pais e rapidamente perceberam que ela tinha muita curiosidade pelo
assunto.

“Resolvi criar códigos para que o computador cumprisse as tarefas que eu
queria. Eu percebi que com meu conhecimento em computadores e tecnologia
eu poderia ajudar a mudar o mundo das pessoas com deficiência”, diz
Castor.

Sua relação com Apple começou em 2015, quando se tornou estagiária da
empresa, após participar de uma feira de empregos em Minneapolis. Assim
ela entrou para equipe de soluções de acessibilidade para o “VoiceOver”.
Posteriormente, foi contratada como engenheira de qualidade em projetos
de acessibilidade.

A engenheira diz que seu trabalho está ligado não só às tecnologias que
ajuda a criar, mas também à linguagem de braille. Segundo ela, a
tecnologia não pode substituir o braille, mas sim complementar as opções
dos deficientes visuais. “Eu uso Braille sempre que escrevo um código”,
afirma.

As ideias de Jordyn tem ajudado a Apple a tornar seus produtos melhores
para pessoas com algum tipo de deficiência. Em breve, o trabalho da
engenheira fará parte de um sistema do Apple Watch que informa a hora
através de vibrações.

Com o novo aplicativo do iOS 10, o “Swift Playgrounds”, ela pretende
agregar a possibilidade de edição de códigos para comunidade de
deficientes. “Isso vai permitir que crianças mergulhem em códigos. Elas
poderão usar o Swift Playgrounds com auxilio do VoiceOver para iniciar
uma programação”.

A gerente sênior de política de acessibilidade global e iniciativas da
Apple, Sarah Herrlinger, acrescenta que a empresa tem ampliado sua
dedicação na inclusão social de pessoas com deficiência. Segundo ela, as
ferramentas de acessibilidade da Apple podem ajudar esses usuários a
gastar menos. “Os recursos estão no sistema (iOS e Mac) independente de
você precisar deles”. Dessa maneira, o deficiente não está pagando mais
caro por um produto específico, como acontece normalmente em produtos
para esse público.

A história de Jordyn Castor vem ganhando destaque não apenas dentro da
Apple. Recentemente, ela foi palestrante em um evento da entidade de
defesa dos direitos dos cegos (National Federetion of the Blind), onde
falou sobre seu trabalho no mundo da tecnologia. Ela diz que tem uma
mensagem simples para as próximas gerações de programadores cegos:

“A cegueira não nos define. Ela é parte de você como pessoa, mas não
define você ou o que você pode fazer na vida”, conclui.

Fonte Blog do iphone

Acessibilidade em locais de hospedagem

Quem possui deficiência física ou sensorial, ou mesmo alguma dificuldade de locomoção, sabe como é complicado encontrar um local adequado para se hospedar. Qualquer viagem de lazer ou negócios demanda muita pesquisa e planejamento, tudo para evitar transtornos e até constrangimentos.
Em 2015, a atualização da NBR 9050 nos trouxe algumas novidades com relação à acessibilidade em locais de hospedagem, detalhando alguns aspectos que não eram mencionados na edição de 2004.
De acordo com a norma técnica, locais de hospedagem como hotéis, motéis, pousadas e similares – incluindo auditórios, salas de convenções, salas de ginástica, piscinas e outros – devem ser acessíveis a todas as pessoas.
Os dormitórios acessíveis com banheiros não podem estar isolados dos demais, mas sim distribuídos em toda a edificação, por todos os níveis de serviços e localizados em rota acessível. Dessa forma, o estabelecimento evitará a segregação das pessoas que necessitam de serviços e estruturas acessíveis.
As dimensões do mobiliário dos dormitórios acessíveis devem ter condições de alcance manual e visual, e serem dispostos de forma a não obstruírem uma faixa livre mínima de circulação interna de 0,90 m de largura, prevendo área de manobras para o acesso ao banheiro, camas e armários. Deve haver pelo menos uma área, com diâmetro de no mínimo 1,50 m, que possibilite um giro de 360°, e a altura das camas deve ser de 0,46 m.
Quando forem previstos telefones, interfones ou similares, estes devem ser providos de
sinal luminoso e controle de volume de som, e as informações sobre a utilização desses equipamentos devem ser impressas em Braille, texto com letra ampliada e cores contrastantes para pessoas com deficiência visual e baixa visão, bem como devem estar disponíveis aos hóspedes.
Os dispositivos de sinalização e alarme de emergência devem alertar inclusive as pessoas com deficiência visual e as pessoas com deficiência auditiva. O banheiro também deve possuir dispositivo de chamada para casos de emergência.
Sendo assim, deve ser garantida a condição de circulação, aproximação e alcance dos utensílio. As pias devem possuir altura de no máximo 0,85 m, com altura livre inferior de no mínimo 0,73 m, garantindo aproximação frontal.
Detalhes como esses podem parecer tolos para muitos proprietários de hotéis, mas fazem toda a diferença para quem necessita de acessibilidade. Não se trata de um mimo ou de um favor à essa clientela, mas de “tornar possível” sua hospedagem, com o mínimo de conforto e autonomia.
Não se esqueçam, empresários: as pessoas com deficiência são uma fatia considerável do mercado e a acessibilidade é fator primordial para fidelizá-las!

Fonte: Acessibilidade na Prática

Brasileiro cria óculos para pessoas com deficiência visual que mapeia e descreve o ambiente

O pesquisador, que tem 35 anos, explica como, apesar de não ter amigos ou parentes próximos com a deficiência, se interessou pela área de tecnologia assistiva. “O que me motivou inicialmente foi o desafio. Como a minha profissão valoriza a observação dos aspectos humanos na produção de tecnologia, resolvi observar durante 8 meses o dia-a-dia dos alunos de reabilitação do Instituto Benjamin Constant”, afirma. “Durante esse período me apaixonei pela área assistiva para deficientes visuais e segui em frente com a pesquisa”, acrescenta.
Ao participar de experimentos com os olhos vendados como parte da pesquisa de campo, Wallace percebeu a sobrecarga cognitiva inerente à mobilidade de pedestres cegos.
Pude comprovar que andar em linha reta é dificílimo por causa de estímulos externos que desviam a nossa atenção. Isso abriu meus olhos (com o perdão do trocadilho) para a utilidade dessa pesquisa para todos e não só para os cegos”
Wallace Ugulino
“Imagine se a tecnologia que nos cerca não nos tomasse tanta atenção? Já parou para calcular o quanto o simples fato de trocar uma música no rádio pode te expor a uma batida de carro?”, questiona, afirmando que a ferramenta pode evitar acidentes até de pessoas que não tem nenhum tipo de problema visual.
O que surgiu como um “simples desafio” para o carioca, se tornou uma meta de vida: produzir tecnologias que demandem menos atenção para todos. Tudo isso graças ao que aprendeu com os cegos.” Aprendi com os deficientes visuais a necessidade de termos mais cuidado no preparo das interfaces computacionais para que elas requeiram o mínimo de atenção possível do usuário”, declara.
Sobre o mercado de tecnologia assistiva no Brasil, o pesquisador revela: “Há bons grupos de pesquisa distribuídos pelo país, mas falta incentivo. É necessário investimento público e leis que incentivem a participação de empresas privadas a apoiar financeiramente tais projetos de inclusão”.

Fonte: Metrópoles

Leitor de tela gratuito NVDA completa 10 anos e nova versão é lançada

NVDA 2016.2

A versão 2016.2 do NVDA já está disponível e chega junto com a comemoração dos dez anos de criação do leitor.
A criação do NVDA teve início em meados de 2006, pelo jovem australiano cego Michael Curran que na época cursava bacharelado em Ciência da Computação. Há muito tempo ele vinha percebendo as distorções e mazelas que cerceavam o acesso das pessoas cegas, mais especificamente no campo tecnológico, principalmente quando teve que comprar um leitor de tela comercial, e então vários problemas ficaram claros para Curran: o alto custo financeiro para se adquirir um leitor de tela; questões de ordem técnica de produção dos leitores, que não levavam em contas as particularidades dos usuários; aspectos morais e éticos, onde injustamente as pessoas cegas tinham de providenciar sozinhas os meios necessários e arcar com os custos das soluções assistivas. Em vista disso, decidiu abandonar a faculdade e se dedicar à criação de um leitor de tela para Windows, que fosse gratuito, que qualquer pessoa pudesse contribuir para sua melhoria e adaptabilidade, que fosse aberto a novas ideias e seguisse um “design” de fácil entendimento. Foi então que surgiu o NVDA.
A nova versão do NVDA, a 2016.2, traz como destaque a funcionalidade de anunciar os erros ortográficos à medida que se escreve, e a possibilidade de reportar os erros gramaticais no Microsoft Word, bem como várias melhorias e correções no suporte ao Microsoft Office.
No caso de erros ortográficos em campos de edição, se o anúncio deles estiver ativado, e se for suportado pelo campo de edição em uso, o NVDA reproduzirá um som para alertar um erro ortográfico cometido ao escrever. Isto pode ser desativado com a nova opção “Tocar som para erros ortográficos ao digitar” nas Opções de Teclado do NVDA. Já no Microsoft Word, os erros gramaticais agora são anunciados. Isto pode ser desativado na nova opção “Anunciar erros gramaticais” na Formatação de documentos das preferências do NVDA.
Outras funcionalidades atribuídas ao NVDA nessa versão incluem:
• no Microsoft Excel, o NVDA agora anuncia o nível de um grupo de células, bem como se estão expandidas ou recolhidas;
• ao pressionar duas vezes o comando para anunciar a formatação do texto (NVDA+f), é apresentado um diálogo, com possibilidade de navegação pelas informações;
• no Visualizador de Registo é possível agora gravar o documento usando o comando Control+s;
• nos navegadores web, usando a navegação por caractere, conhecida também como “navegação rápida”, a opção mover por anotações (a e shift+a) agora também move para texto inserido e apagado.
Por fim, nesta versão o NVDA mudou de sintetizador, migrando do eSpeak para o eSpeak NG, proporcionando uma voz mais leve e mais fácil de ser compreendida, fazendo com que cada vez menos os usuários do NVDA tenham que partir para um sintetizador alternativo por conta da baixa qualidade do nativo.
Se desejar saber mais sobre as novidades desta versão, abra o NVDA, atualize para a versão 2016.2 e, já na nova versão, vá até “Manual” e em seguida acesse a opção “Novidades”.
Download da nova versão do NVDA
Mais sobre a história do NVDA

Proposta amplia limite de renda mensal para financiar tecnologia assistiva

Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 4752/16, das deputadas Simone Morgado (PMDB-PA) e Mara Gabrilli (PSDB-SP), que amplia de 10 para 20 salários mínimos o limite de renda mensal do tomador de empréstimo de bancos federais para financiamentos de bens e serviços de tecnologia assistiva (destinada a pessoas com deficiência).

Esses bens e serviços ampliam ou proporcionam habilidades funcionais, permitindo uma vida menos dependente às pessoas com deficiência e o acesso a canais de comunicação. São exemplos de recursos de tecnologia assistida: brinquedos e roupas adaptadas, softwares e hardwares especiais, que contemplem questões de acessibilidade, dispositivos para adequação da postura sentada, recursos para mobilidade manual e elétrica, equipamentos de comunicação alternativa, aparelhos de escuta assistida, auxílios visuais e materiais protéticos.

Atualmente a Lei 10.735/03, que criou o Programa de Incentivo à Implementação de Projetos Sociais (PIPs), estabelece o limite de renda mensal do tomador de empréstimo em dez salários mínimos.

De acordo com as deputadas, o teto de dez salários mínimos era condizente com a situação econômica do País em 2003. “Diante da defasagem salarial e do aumento da inflação, julgamos que o adequado seria elevá-lo para 20 salários mínimos, dada a importância desta medida para o aumento da inclusão social”, afirma o documento.

Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara