Metropolitan Museum of Art: estratégias de acessibilidade

O Metropolitan Museum of Art possui uma entrada alternativa acessível e sinalizada, preservando a arquitetura
Os programas de acesso de um dos maiores e mais importantes museus do mundo – o The Metropolitan Museum of Art, de Nova Iorque – são concebidos para ir além da acessibilidade e garantir, de fato, a inclusão de seus visitantes com deficiência. As atuais leis norte-americanas exigem que as organizações públicas ofereçam condições adequadas para que pessoas com deficiência sejam capazes de trabalhar, receber educação e participar da vida cultural de suas comunidades. Por isso, é prática comum em instituições de arte oferecer recursos como audiodescrição, dispositivos de escuta assistida, intérpretes de língua de sinais e banheiros acessíveis. No entanto, esses serviços muitas vezes não fazem parte de um esforço integrado da entidade em estabelecer padrões de acessibilidade em todos os níveis organizacionais. Frequentemente, falta o entendimento de que a inclusão exige profunda reflexão e planejamento minucioso.
Desde a década de 1990, o Desenho Universal tem servido como referência para o Metropolitan Museum of Art. Adaptamos os princípios da concepção ao contexto de um museu, com o objetivo de “desenvolver produtos e ambientes a serem utilizados por todas pessoas, na máxima extensão possível, sem a necessidade de adaptação ou projeto especializado para pessoas com deficiência ”. A seguir, destaco brevemente como esse trabalho foi realizado.
Metropolitan Museum of Art: diálogo com o público e representatividade
Quando digo às pessoas o que faço no Metropolitan Museum of Art, frequentemente ouço: “Oh, é um bom trabalho”. Essa frase muitas vezes indica, implicitamente, uma perspectiva de caridade; e faz parte do desenvolvimento de programas para visitantes com deficiência desafiar suposições e expectativas que nós, como indivíduos e como sociedade, internalizamos ao longo dos séculos.
Quando ouço pessoas usando o termo “diferentemente-capazes” para se referir a pessoas com deficiência, eu estremeço mais ainda do que quando usam “incapazes”. Ao menos, com esta última palavra, posso explicar brevemente que seu uso não é politicamente correto. Já com “diferentemente-capazes”, eu preciso esclarecer o que é um eufemismo e ressaltar que o termo não empodera pessoas com deficiência, mas, ao contrário, as deprecia. Como pessoa cega, a expressão, para mim, insinua que posso descobrir meios para compensar o fato de que não consigo ver. Ela está me forçando a fazer tudo ficar bem: eu não posso enxergar, mas posso fazer outra coisa. Implicitamente, essa outra coisa deve ser extraordinária.
Pessoas com deficiência são o único grupo minoritário do qual qualquer um de nós pode passar a fazer parte a qualquer momento da vida. Negar a experiência da deficiência é, em última instância, negar as complexidades do ser humano. É mais uma vez colocar o ônus sobre a pessoa ao invés de reconhecer que a deficiência é “um fenômeno complexo, que reflete a interação entre as características do corpo e as características da sociedade em que ele ou ela vive. [E que] superar as dificuldades enfrentadas por pessoas com deficiência requer intervenções para eliminar as barreiras ambientais e sociais”.
Como tudo isso pode ser relevante para o Metropolitan Museum of Art? O desenvolvimento de programas para pessoas com deficiência demanda que os educadores de museus prestem atenção às complexidades de ser humano e de colaborar com seu público. Não se trata de servir pessoas, mas de estar em diálogo com os nossos visitantes. Como disse Paulo Freire: “Não podemos, a não ser ingenuamente, esperar resultados positivos de um programa, seja educativo num sentido mais técnico ou de ação política, se, desrespeitando a particular visão do mundo que tenha ou esteja tendo o povo, se constitui numa espécie de ‘invasão cultural’, ainda que feita com a melhor das intenções”.
Nesse esforço, o Metropolitan Museum of Art contrata diversos funcionários e educadores com deficiência. Todos os projetos para a comunidade surda são ministrados por surdos. Toda vez que realizamos pesquisas formais ou informais, os participantes nos dizem como é importante para eles participar de ações ministradas por um falante nativo. É tanto sobre como fazer o museu representar mais os seus visitantes, quanto sobre como desafiar expectativas. Um dos educadores com deficiência auditiva, por exemplo, atua regularmente como mediador no “Conversas na galeria” – atividade interativa com o objetivo de envolver o visitante diretamente com obras de arte por meio de conversações lideradas por curadores, educadores e especialistas convidados. Mais recentemente, dois artistas, um cego e outro com visão parcial, foram contratados para atuar nos programas de acesso, nas “Conversas na galeria” e nas aulas de desenho para todos os visitantes.
Também temos parcerias com organizações e colegas em toda Nova Iorque para pensar como o museu pode ser um lugar mais acolhedor, confortável e relevante. Uma das relações mais longas do Metropolitan Museum of Art é com a escola de música Filomen M. D’ Agostino Greenberg, da Lighthouse Guild – organização dedicada à reabilitação de pessoas com deficiência visual e à defesa dos direitos dos cegos. Nos últimos 20 anos, o Metropolitan Museum of Art tem sediado os concertos da entidade, nos quais cantores e músicos cegos ou com deficiência visual executam canções inspiradas nas coleções do museu. Essas conexões são mutuamente benéficas.
Metropolitan Museum of Art: estratégias multissensoriais
O compromisso do Metropolitan Museum of Art para tornar suas exposições acessíveis é baseado na crença de que “todos têm o direito de participar plenamente da vida cultural de sua comunidade ”. Pessoas com e sem deficiência frequentam museus em busca de experiências educacionais significativas com a arte. Como observado por um participante do estudo “Speaking out on Art and Museums”, realizado junto a visitantes de museus cegos ou com baixa visão em 2011: “Na maioria das vezes eu vou sozinho, ou mesmo se eu vou com outra pessoa eu tendo a circular sozinho, porque dessa forma eu posso realmente focar na arte”. Outros vêm ou desejam se encontrar com amigos: “Para mim é geralmente socializar e conversar com colegas sobre a exposição e o artista”, disse outro entrevistado.
As ações do Metropolitan Museum of Art são planejadas de modo a oferecer flexibilidade para os visitantes com deficiência. Como as falas acima nos mostram, diferentes públicos têm diferentes preferências. Por exemplo, um visitante que é cego ou que tem deficiência visual pode participar de um programa agendado na galeria, de uma aula de desenho ou ainda pode solicitar um tour descritivo individual em uma exposição ou coleção específica. Nós também nos esforçamos para fornecer acesso a informações e obras de arte em formatos alternativos; material impresso com letra ampliada fica disponível na entrada das exposições ou os visitantes podem pegar um audioguia.
Os visitantes com deficiência visual e cegos podem experenciar a coleção através de tours de toque, audiodescrição ou sessões de manipulação. Todos nossos projetos incentivam o uso dos sentidos para acessar e fazer conexões com obras de arte. Embora as estratégias multissensoriais têm sido muito utilizadas em museus de ciência, apenas recentemente as instituições de arte passaram a explorar seu potencial e a redefinir suas oportunidades de aprendizagem para todos os visitantes.
O Metropolitan Museum of Art de Nova Iorque está constantemente aperfeiçoando seus programas, tendo em vista as constantes mudanças de demografia, de legislação, de cultura e de tecnologia. Os programas de acesso do museu são apenas um aspecto de um trabalho que nos faz pensar na inclusão de dentro para fora.
por Marie Clapot

Fonte: Blog turismo acessível

Softer permite criar pranchas de comunicação

O AraBoard é um software desenvolvido para criação, edição e execução de pranchas de comunicação digitalmente, visando auxiliar pessoas com determinadas condições, como, por exemplo, a paralisia cerebral e o autismo, que costumam apresentar dificuldades na comunicação. Nesses casos, recursos de Tecnologia Assistiva, especificamente as pranchas de comunicação, permitem uma forma alternativa de comunicação, onde a pessoa não precisa necessariamente utilizar linguagem oral para se expressar. As pranchas podem ser confeccionadas de diversas maneiras, e geralmente apresentam elementos gráficos (símbolos, ilustrações, pictogramas, fotografias) associados a uma determinada palavra. No AraBoard, a prancha é composta por palavras associadas a elementos gráficos e sons.
O software pode ser utilizado em computadores com sistema operacional Windows, e em tablets ou smartphones com sistema operacional Android.

Fonte Portal IG

Facilitas Player: reprodutor de vídeos acessível

Quando deu início às pesquisas para desenvolver sua tese de doutorado, defendida em maio deste ano, a aluna Johana Rosas, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, percebeu que não existia naquela época nenhum reprodutor de vídeos acessíveis para deficientes visuais ou auditivos. Foi então que nasceu a ideia de criar o Facilitas Player, uma ferramenta que disponibiliza vídeos com conteúdo alternativo (legenda, audiodescrição, transcrição e linguagem de sinais) para pessoas com deficiência ou idosos. O programa oferece diversas funções, como mudar o tamanho, a cor ou o fundo da legenda, adicionar anotações ao longo do vídeo, mudar o idioma e buscar palavras. Desenvolvido por Johana, em conjunto com o aluno de iniciação científica, Bruno Ramos, também do ICMC, o projeto recebeu o segundo lugar em um dos maiores prêmios de acessibilidade virtual do País, o Todos@Web, em 2014.
Ainda assim, de acordo com Johana, enquanto aprofundava seu projeto de doutorado, ela percebeu que o Facilitas Player sozinho não seria suficiente. “Quando fiz testes com usuários que eram autores de vídeos, surgiu a necessidade de ter uma ferramenta para criação de transcrição, e foi assim que nasceu o Transcript4All”, conta. Esse programa tem como objetivo ensinar produtores amadores de vídeo a tornar seus vídeos mais acessíveis. Além de possibilitar que o produtor faça a transcrição de qualquer vídeo salvo no computador ou que esteja no YouTube, o T4A, como ficou conhecida a ferramenta, oferece orientações de como fazer a acessibilidade corretamente.
Nos últimos meses, hashtags como #AcervoAcessível e #FacebookAcessível tomaram conta das redes sociais, retomando a discussão sobre a importância da inclusão de pessoas com deficiência no meio virtual. A ideia dessas hashtags é que cada usuário que poste uma imagem faça um breve texto descrevendo-a e explicando seu sentido, para que pessoas com deficiência visual possam ter acesso a ela através de leitores de tela.
Professor do curso de Sistemas da Informação na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, Daniel Cordeiro explica que a maioria das tecnologias assistivas para deficientes visuais funcionam a partir de sintetizadores de voz. Essas ferramentas descrevem textualmente elementos da interface gráfica da tela, utilizando o sintetizador para gerar uma representação audível daquela descrição. Por conta disso, os deficientes enfrentam muitas dificuldades ao navegar pela Internet. “As páginas na Internet são projetadas para que sejam visualmente atraentes. Isso significa usar recursos multimídia mais atrativos, como imagens ou animações, no lugar de texto, o que atrapalha o funcionamento das tecnologias assistivas”, explica o professor.
No Brasil, a garantia da acessibilidade virtual é obrigatória e foi determinada pela Lei 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI) ou Estatuto da Pessoa com Deficiência – com outras medidas de acessibilidade. No entanto, a grande maioria das páginas na Internet ainda não estão de acordo com essa lei, como explica Katia Regina Cezar, que realizou pesquisas na área de inclusão de pessoas com deficiência e é atualmente doutoranda em Direito do Trabalho pela Faculdade de Direito da USP. Para ela, o estatuto trouxe maior visibilidade social para os direitos das pessoas com deficiência, mas, por conta da falta de conscientização e de mecanismos efetivos de fiscalização, não foi suficiente. “A negativa de acesso à informação e comunicação às pessoas com deficiência afeta diretamente o direito à cidadania, dificultando ou até mesmo impedindo sua participação social. É importante mencionar que a negativa de acesso é considerada atitude discriminatória”, adiciona.
Katia diz ainda que a inclusão digital é um dever e um direito de todos. “O Estado e as empresas poderiam oferecer cursos gratuitos de audiodescrição, e o ensino obrigatório do idioma libras poderia ser incluído no currículo da rede regular, como o do português. Estas questões podem ser facilmente fundamentadas na Lei Brasileira de Inclusão”, afirma. Johana concorda que todos devem participar, mas lamenta que muitos clientes, na hora de contratar um serviço, não façam questão de garantir que o site encomendado seja acessível. “Acontece que os desenvolvedores de websites não conhecem acessibilidade”, diz. “Ano passado fizemos um questionário e muitos nem sabiam o que era, outros explicavam que demora muito implementar”.
Cordeiro, por sua vez, acredita que estamos no caminho certo. Ferramentas como o Facilitas Player ou que utilizam inteligência artificial para reconhecer e descrever imagens já estão sendo desenvolvidas, e são indicativos positivos de que as tecnologias assistivas ainda têm muito o que avançar. “A dificuldade agora é fazer com que seja possível disponibilizar essa tecnologia ao grande público. Para oferecer serviços desses em grande escala é preciso muito investimento”, afirma. “É um processo lento, dificultado pela criação contínua de novas tecnologias, que muitas vezes se tornam populares antes que as suas implicações em problemas de acessibilidade sejam compreendidas. Mas é preciso conscientizar os desenvolvedores e mostrar que preocupações com acessibilidade devem ser prioridade””.
Mais sobre o Facilitas Player: um reprodutor de vídeos acessível
Facilitas Player, uma ferramenta que disponibiliza vídeos com conteúdo alternativo (legenda, audiodescrição, transcrição e linguagem de sinais) para pessoas com deficiência ou idosos
Facilitas Player é um reprodutor acessível de vídeos desenvolvido utilizando as tecnologias HTML5, CSS3, Javascript jQuery e jQueryUI, como forma de um plugin para a biblioteca jQuery.
Facilitas Player: funcionalidades
• Reproduzir, pausar e parar (critérios 2.11.6 da UAAG 2.9 e 10.8.2 da ISO 9241-171).
• Ajustar o volume (critérios 1.5.1 da UAAG 2.0 e 10.6.2 da ISO 9241-171).
• Redimensionar a janela de exibição ou tela cheia (critérios 1.8.3 da UAAG 2.0 e 10.5.8 da ISO 9241-171).
• Retroceder 10 segundos, avançar 10 segundos (critérios 2.11.7 da UAAG 2.0 e 10.8.3 da ISO 9241-171). Estas funcionalidades foram adicionadas como resultado de testes com usuários, os quais reportaram que essas funcionalidades são importantes para quando desejam assistir vídeos para aprender outra linguagem.
• Habilitar ou desabilitar legendas (critérios 1.1.2 da UAAG 2.0, 10.1.3 e 10.7.2 da ISO 9241-171); mudar o tamanho, fonte e cor da legenda, e a cor do fundo da legenda (critérios 1.4.1 da UAAG 2.0 e 10.7.3 da ISO 9241-171), funcionalidades localizadas nas configurações do reprodutor.
• Busca de palavras ou frases na legenda do vídeo (critério 2.4.5 da UAAG 2.0), apresentando como resultado da busca uma lista com o tempo e a frase relacionada com o texto inserido.
• Idioma do reprodutor, o qual atualmente apresenta três idiomas: português, inglês e espanhol.
• Ajuda sobre as características de acessibilidade, atalhos usando teclado (critérios 3.3.2 da UAAG 2.0 e 11.1.5 da ISO 9241-171).
• Acesso por teclado (critérios 2.1.1 da UAAG 2.0), fornece destaque para a seleção e foco quando usa o teclado (critérios 1.3.1 e 1.3.2 da UAAG 2.0).
• Anotação intencional, consiste em uma anotação realizada pela pessoa que vai utilizar o plugin do Facilitas Player para reproduzir um vídeo. Cada anotação está composta por 3 partes: o tempo inicial da anotação, o título anotação e uma explicação da anotação. Essas anotações estão marcadas na timeline do vídeo e abaixo dos controles do reprodutor. Este tipo de funcionalidade permite encontrar um trecho do vídeo de forma direta e segundo os testes com usuários, esta funcionalidade ajuda quando quer assistir vídeos de tutoriais, noticiários ou vídeos que contem passos para realizar uma tarefa.
• Desligar as luzes” que permite centrar o reprodutor na tela e esconder o resto do conteúdo da página, permitindo que o destaque seja somente no reprodutor. Esta funcionalidade pode ajudar às pessoas com alguma deficiência visual devido à diminuição da luz.
• Navegação estrutural da UAAG 2.0, é possível navegar pelo DOM, e os headers estão definidos corretamente (critério 2.5.2).
• Audiodescrição (critérios 1.1.2 da UAAG 2.0 e 10.1.3 da ISO 9241-171).
• Linguagem de sinais (critério 1.2.6 da UAAG 2.0)
• Transcrição (critérios 1.2.3 e 1.2.8 da UAAG 2.0)
Facilitas Player: versões
Existem duas versões da Ferramenta:
1. Versão de Dezembro de 2014, em parceria com o aluno de IC, Bruno Ramos.
2. Versão de Abril de 2016, em parceria com o aluno de IC, Samuel Ferreira.
Facilitas Player: prêmio
No ano 2014 o Facilitas Player ganhou o segundo lugar na 3ra edição do Prêmio Nacional de Acessibilidade na Web – Todos@Web na Categoria Aplicativos e Tecnologias assistivas com o Facilitas Player, W3C Escritório Brasil.
Facilitas Player: como obter
Para obter o Facilitas Player acesse: este link.

Fonte: Jornal da USP

Instituto de Tecnologia Social ITS BRASIL contrata

Técnico de Emprego Apoiado (Assistente de Recursos Humanos)
Quantidade de Vagas: 13
Nível de Escolaridade: Preferencialmente Terapeuta Ocupacional/Fisioterapeuta/Técnico de Segurança do Trabalho/Assistente Social/Psicólogo
Com disponibilidade de Horário pois podem ocorrer trabalhos a noite e aos sábados. 90% do tempo é externo
Experiência: Com PcD, ou Moradores de Rua, ou RH de Empresas, ou APD, ou LIBRAS ou Reabilitação
Tem que morar em São Paulo Capital e ter fácil acesso a locomoção publica.
Contato com os vários sistemas de reabilitação. Atuação com Tecnologia Assistiva seria o ideal. Independência para atuar e circular. Experiência com PcD e na área da saúde (SER/Posto/Hospital)
Horário de Trabalho: 40 horas semanais
Salário Inicial: R$ 2.800,00
Benefícios: VT e VR

CCSL de São Carlos desenvolve pesquisa com tecnologia assistiva

O Professor Carlos Monaco, do CCSL-ICMC, vem desenvolvendo um sistema baseado em software livre para o auxílio a pessoas com deficiência visual. Trata-se de um sistema de detecção de objetos que apresenta sinais sonoros para o usuário através de fones de ouvido; esses sinais lhe permitem identificar a posição no espaço desses objetos. O protótipo já está funcionando e o projeto conta com a participação de um usuário que colabora nos ajustes do sistema. O projeto foi objeto de matéria no Diário Oficial do Estado de São Paulo em 15/07/2016

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ITS Brasil contrata profissionais técnicos de Emprego Apoiado

Técnico de Emprego Apoiado (Assistente de Recursos Humanos)
Quantidade de Vagas: 13
Nível de Escolaridade: Terapeuta Ocupacional/Fisioterapeuta/Técnico de Segurança do Trabalho/Assistente Social/Psicólogo
Com disponibilidade de Horário pois podem ocorrer trabalhos a noite e aos sábados. 90% do tempo é externo
Experiência: Com pessoas com deficiência, ou Moradores de Rua, ou RH de Empresas, ou APD, ou Libras ou Reabilitação
Tem que morar em São Paulo Capital e ter fácil acesso a locomoção publica.
Contato com os vários sistemas de reabilitação. Atuação com tecnologia assistida seria o ideal. Independência para atuar e circular. Experiência com pessoas com deficiência e na área da saúde (SER/Posto/Hospital)
Horário de Trabalho: 40 horas semanais
Salário Inicial: 2800,00
Benefícios: VT e VR(330,00 mês)

Enviar currículo para o e-mail:
selecao@gestaohumana.com.br

Controle para pessoas com deficiência permite jogar videogame com os pés

Adam Li, Nate Tran e George Levay mostram os sapatos adaptados para controlar vídeo games

Três engenheiros, George Levay, Nate Tran e Adam Li, criaram um dispositivo que permite que pessoas com deficiência nas mãos possam jogar videogame utilizando os pés. Trata-se de uma espécie de sandália com sensores chamada Gear (Game Enhancing Augmented Reality, ou “aprimorador de jogos por meio de realidade aumentada”, em tradução livre).
O dispositivo nasceu durante um trabalho de aula na faculdade Johns Hopkins, cursada por Levay. O próprio engenheiro não possui as mãos, perdidas em decorrência de complicações por uma infecção.
A ideia da aula era construir um controle alternativo para computadores e Levay decidiu fazer algo que o permitisse jogar mais videogame.
“Procurei Li e Tran para saber se poderíamos fazer algo que eu pudesse realmente usar, ainda que isso não permitisse tirar a nota máxima no trabalho”, afirmou, em entrevista à revista Popular Science.
Se não conseguiram a nota máxima no trabalho, os três engenheiros acabaram recebendo outro prêmio: o principal na Intel-Cornell Cup deste ano, competição que premia estudantes que transformem ideias em produtos para uso no mundo real.
Múltiplos comandos
O Gear foi feito com três sensores de silicone sensíveis à pressão e que ficam em contato com a planta do pé. O controle reconhece oito comandos ao todo, quatro para cada pé, sendo possível programar um deles para movimento e outro para botões de ação, como um joystick padrão.
De acordo com Levy, é possível expandir as capacidades do controle para até 15 comandos e utilizar uma trackball paralelamente. Foi assim que ele conseguiu jogar “Mirror’s Edge” no vídeo acima.
Ainda não há previsão para a chegada de versões comerciais do Gear. A ideia, entretanto, pode ajudar às produtoras a garantirem que cada vez mais pessoas tenham a possibilidade de jogar.

Fonte: UOL