Cefet/RJ desenvolve protótipos para auxiliar a acessibilidade de pessoas com deficiência

Alunos do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet/RJ) desenvolveram, sob orientação docente, dois protótipos para facilitar a acessibilidade. Voltado para pessoas com deficiência visual, o Tecnoboné permite identificar obstáculos fora do alcance da bengala. Já a cadeira de rodas acionada por comando de voz possibilita o deslocamento autônomo de pessoas com deficiência motora.

O Tecnoboné é composto por duas partes: uma superior, acoplada à cabeça, para identificar os obstáculos, e outra inferior, instalada na região da cintura, para informar ao deficiente visual a direção dos objetos identificados. “Através de um controlador central instalado no boné, são enviadas informações para a outra parte do protótipo, que informa ao usuário a direção dos obstáculos através de motores vibracall”, descreve o professor Nilson Lazarin.

A cadeira de rodas acionada por comando de voz foi construída a partir da acoplagem de uma mobilete a uma cadeira de rodas. Os dois equipamentos foram interligados por dispositivos eletroeletrônicos que interpretam a voz humana e convertem-na em movimento. Os dispositivos são acionados por meio dos comandos “para”, “frente” e “volta”, realizando deslocamentos para a frente e para trás, respectivamente.

O protótipo funciona de forma satisfatória em vários ambientes. De acordo com os integrantes do projeto, foram realizados testes em locais com níveis alto, médio e baixo de ruídos. Onde o ruído era baixo ou médio, a cadeira de rodas funcionou corretamente. Onde era alto, foram observados problemas no reconhecimento da voz, impedindo o acionamento dos motores. Melhorias nesse sentido já estão nos planos dos alunos.

Ambos os protótipos foram desenvolvidos com o apoio do Projeto Turing, atividade de extensão criada em 2012 e que atualmente envolve os campi Nova Friburgo, Maria da Graça e Nova Iguaçu. Representante do projeto nocampus Maria da Graça, o professor Carlos Eduardo Pantoja explica que há uma preocupação constante em imprimir um caráter social às pesquisas realizadas. “Sempre estimulamos os alunos a seguirem uma linha social, usando a tecnologia para auxiliar as pessoas com deficiência”, afirma.

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