Inteligência virtual auxilia deficientes visuais a tocarem violão

Estudantes da Fundação Nokia desenvolvem mecanismo tecnológico de aprendizado musical por repetição

Manaus – Em breve, o Sistema Microcontrolado para Aprendizagem de Violão para Deficientes Visuais (SIMAADV), criado pelos alunos finalistas do Ensino Médio

Técnico em Mecatrônica, da Fundação Nokia de Ensino, poderá se transformar em um aplicativo para computadores e/ou celulares.

Os donos da ideia inovadora, desenvolvida em nove meses, são David Modesto, 18; William Guerreiro 17; e José Otávio Vidal, 17; que planejam cursar Engenharia,

em 2015.

O protótipo, que simula um professor virtual, foi construído com um limite financeiro de R$ 300 e ensina, passo a passo, para um deficiente visual, como

aprender a tocar violão. Com o auxílio do sistema, o aluno conhecerá o instrumento, realizará exercícios e aprenderá a executar canções.

Aprendizado

No módulo 1, o aluno aprenderá a conhecer o instrumento, fará exercícios para estimular a habilidade e aprenderá notas. No nível 2, dominará a técnica

de acordes e conseguirá tocar uma música inteira. Na última fase, tocará acordes, solo e algumas notas complexas.

De acordo com o levantamento realizado pelos estudantes, ao treinar de duas a três horas por dia, em torno de um mês e meio, o deficiente visual estará

dominando a fase inicial. “Todo o deficiente visual é capaz de tocar violão, a partir da memorização e repetição”, explica José Otávio, sobre o sistema

que funciona como um tutor, compartilhando conhecimento por meio de adaptações.

Por conta de o sistema ser divido na modalidade aluno e professor, onde um treina e outro avalia a evolução, o mecanismo poderá ser usado por instituições

de ensino musical. “O software tem potencial para ser inserido em cursos de música particulares e potencial para se transformar em aplicativo para celular”,

garante Paulo Mouzinho, professor de Mecatrônica da instituição, que auxiliou os alunos na elaboração do projeto.

A funcionalidade

O sistema solicita que o aluno toque uma nota. Em seguida, um circuito detecta se a nota tocada está correta. Depois, um afinador digital, acoplado ao

microcomputador confere se a nota está certa. Caso não esteja, solicita novamente o toque da nota correta.

O aluno William Guerrero explica que a ideia nasceu de uma pesquisa. “Foi constatado que não existia nada parecido. O projeto também possui um peso social

significativo porque contribui com a sociedade”, conta.

Foi por meio desta ‘inteligência física’ que os estudantes tiveram suas primeiras experiências em feiras tecnológicas. Na Feira de Ciências da Amazônia

conquistaram o 6º lugar, na Feira Norte de Tecnologia e Ciência (Fentec), o primeiro. Em março, embarcam para São Paulo para apresentar a novidade na Feira

Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), que levará os campeões para feiras no exterior. “Um dos desafios nas feiras é fazer com que as pessoas entendam

como funciona a ideia”, diz William.

Ideia inovadora

Enquanto a invenção não se torna física, permanecerá na ‘incubadora’, onde os projetos ficam arquivados. Os alunos criadores ou os próximos estudantes

da Fundação Nokia de Ensino que se interessarem pela ideia podem levá-la em frente.

Fonte: D24am

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