Projeto de Instituto Federal permite acessibilidade a pessoas com deficiência visual

A conquista do prêmio de melhor protótipo na Feira de Ciências e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (Fecintec) garantiu a participação de estudantes do Instituto
Federal de Mato Grosso do Sul, na exposição da 11ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), realizada em Brasília, de 13 a 19 de outubro.
Os estudantes Fernanda de Barros Vidal e Pedro de Brito Espinosa – ambos alunos do terceiro ano do curso técnico em informática no campus Campo Grande
(MS) – criaram uma placa de estimulação tátil de auxílio para pessoas com deficiência visual, a fim de facilitar a aprendizagem da assinatura e do alfabeto
romano.
“Ao buscarmos um tema para o trabalho de conclusão de curso (TCC), percebemos que tínhamos interesse de trabalhar com um grupo que possuísse algum tipo
de limitação”, explica Fernanda.
Foi então que, por sugestão de um professor, eles resolveram se dedicar ao tema da deficiência visual. “Esse professor nos falou da possibilidade de tratarmos
dessa temática com José Aparecido da Costa, que tem deficiência visual congênita, com quem ele havia trabalhado, durante dez anos, no Instituto Sul Matogrossense
para Cegos Florivaldo Vargas (ISMAC).
Por sugestão de José Aparecido que os dois acabaram por seguir esse caminho, que resultou em um projeto premiado, que utiliza a vibração para auxiliar
pessoas com deficiência visual a sentir a formação da letra.
“Começamos a estudar e pesquisar para ver quais as melhores possibilidades. Fomos adaptando até chegar aonde estamos hoje”, ressalta Fernanda. “Nossa intenção,
com esse projeto, é oferecer uma tecnologia assistiva a pessoas com deficiência visual,” resume Pedro.
O projeto foi orientado pelo professor de informática Luiz Fernando Delboni Lomba. Há sete anos no magistério, ele dá aulas tanto no curso de técnico em
informática quanto no curso de tecnologia para sistemas de inteligência.
Segundo ele, outra dupla de alunos desenvolveu um projeto para medir a intensidade sonora. “O dispositivo colocado na sala de aula pode indicar, por meio
de luzes coloridas, como em semáforo, se o som está alto demais, baixo demais ou adequado aos ouvidos”, esclarece o professor.
Fonte:
Portal do Professor
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