Novo equipamento permite que crianças com paralisia cerebral experimentem sensação de andar

A ideia é simples, mas tem potencial para mudar – e muito – a rotina de crianças com paralisia cerebral. Recém-criado, o UpSee é um equipamento que torna viável a caminhada de quem não tem os movimentos dos membros inferiores. Com a ajuda dos pais, os filhos poderão ver o mundo de outro ângulo, e se encantar com as novas descobertas e sensações.

O produto consiste em um cinto para o adulto prender à cintura, um colete (que lembra o modelo salva-vidas) para a criança vestir e sandálias para a dupla. O colete é feito de brim com forro transpirável especial. Estará disponível em quatro opções de tamanho: extrapequeno (1 a 2 anos), pequeno (2 a 4 anos), médio (4 a 6 anos) e grande (6 a 8 anos).

A inventora do produto é a israelense Debby Elnatan, mãe de Rotem, hoje com 19 anos, que nasceu com paralisia cerebral. Após ouvir de uma médica que o seu filho “não sabia o que as pernas dele eram”, Debby começou a pensar em maneiras de ajudá-lo, há mais de uma década, até chegar à forma do UpSee.

O equipamento começou a ser produzido este ano em grande escala. A ideia foi comprada pela Firefly, uma empresa da Irlanda do Norte, especializada em produtos para crianças com necessidades especiais. O lançamento está previsto para o dia 7 de abril, na loja on-line da Firefly (www.fireflyfriends.com), mas o preço ainda não foi divulgado.

“Pretendemos despachar o produto para todo o mundo, inclusive para o Brasil”, afirma o proprietário da empresa, James Leckey, em entrevista à CRESCER. “Nós trabalhamos por dois anos com Debby no desenho do UpSee, para garantir um conceito incrível”, completa Leckey. De acordo com o empresário, a procura pelo produto já é grande, antes mesmo do lançamento.
Recomendações
Apesar de animadora, a novidade requer cuidados. Os pais que pretendem comprar o UpSee para o filho devem consultar o médico da criança antes para saber se ela está apta a usá-lo.

“Há diversos quadros de paralisia. Os mais graves, que atingem também os membros superiores, podem dificultar o uso do produto. É preciso avaliar cada criança individualmente”, afirma Edilson Forlin, pediatra ortopedista do Hospital Pequeno Príncipe (PR).

O médico lembra outras limitações do UpSee, como a questão da pouca praticidade para o dia a dia, o tamanho da criança (se ela for muito grande, será mais difícil), e o bom equilibro que requer dos pais – já que as quedas podem ser perigosas.

Feitas as ressalvas, o produto, de acordo com Forlin, parece ser positivo. “A criança fica em movimento, e isso é uma vantagem, é melhor do que mantê-la imobilizada. Este sistema não vai influenciar a capacidade da criança andar, mas beneficia a terapia”, diz. Psicologicamente, também há benefícios segundo o médico, pois a criança tem a chance de ver o mundo de outra altura e de passar momentos de maior proximidade com os pais.

Fonte: Revista Crescer

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