Guia de cinema e vídeo para cegos e surdos

Sugestões de acessibilidade para produtores e distribuidores de cinema, programadores de computador, professores de informática, pais e estudantes com deficiências auditiva e visual
Esta é a a versão de junho 2013, também disponível para download em link no final do texto. Obra sob licença Creative Commons. Você tem a liberdade de copiar, distribuir e transmitir o texto, sob as seguintes condições: atribuição de crédito “filmesquevoam”, uso não comercial e sem alteração do conteúdo. http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR Sugestões e comentários contato@filmesquevoam.com.br

Introdução
As sugestões deste guia são fruto de uma experiência profissional em curso no http://www.filmesquevoam.com.br e das reflexões de quem vive no cotidiano os desafios relacionados à acessibilidade – pais, professores, pesquisadores, roteiristas, intérpretes, programadores.
Optamos por uma abordagem mais prática que teórica, uma síntese técnica atual do que tem se mostrado eficaz. Para discutir a quantidade de temas que envolvem a fruição de um filme com os cinco sentidos, desconstruindo uma hierarquia dominada pelos olhos, seria preciso voltar alguns séculos e estudar várias ciências.
Na teoria fílmica, esta reflexão está ancorada na ideia de sinestesia – a união de planos sensoriais diferentes –, que não parece interessar muito às produtoras e distribuidoras de filmes. O “príncipe dos sentidos”, como Santo Agostinho definia o olhar, é quem manda. Poucos se dão conta de que uma pessoa pode “ver um filme” de outros modos.
Esta pessoa, parte do público, pode ser um cego, que vivencia o OUVIR histórias, ou um surdo que vivencia o LER histórias, de forma similar àquela em que todo indivíduo RECRIA os espetáculos sensoriais de um filme com a sua imaginação, única e particular.
Quem convive com pessoas com deficiência visual e auditiva constata que o cérebro tem potencialidades não utilizadas no cotidiano. Por exemplo, quando vê um cego usando o telefone celular com destreza ou quando observa um surdo desenvolver, com gestos, ideias sofisticadas e precisas.
Segundo o Censo Brasileiro de 2010, há cerca de 15 milhões de pessoas com deficiências auditivas e visuais. Esse público poderia ter acesso a filmes brasileiros, se os produtores, distribuidores e profissionais de comunicação praticassem a alteridade – colocar-se no lugar do outro.
Hoje é relativamente fácil comunicar-se com pessoas com deficiência. Existem tecnologias e formas consolidadas. Basta um pouco de atitude. Tentar usar os olhos como um surdo e os ouvidos como um cego. São experiências instrutivas, que estimulam a criatividade e a inteligência.
Este guia não pretende reinventar a roda. A proposta é organizar recomendações de forma sintética e disseminá-las para que possam virar uma rotina possível dentro de cada produtora. Dá para começar de forma simples e direta, evoluindo aos poucos com pequenas tarefas nos levarão a produzir e distribuir filmes mais acessíveis.
Torcemos para que pessoas capazes – na justiça, na medicina e na ciência, pais, professores e, permitam-nos acreditar, alguns políticos sensíveis – possam se ocupar do assunto com honestidade e genuíno interesse.
Ainda há muito a ser desvendado pela neurologia, psicologia e outras áreas de conhecimento. Novos métodos e ferramentas surgirão. Por isso, estas indicações precisarão ser atualizadas de tempos em tempos. Mas não no essencial: a convicção de que qualquer pessoa pode se envolver com a arte e a cultura através dos filmes.
Sugestões para produtores
A primeira coisa que o produtor tem de saber é que não é preciso inventar o departamento de acessibilidade na empresa, ou cumprir imediatamente todas as diretrizes e padrões normativos sobre o tema.
Claro que seria melhor entrar de cabeça no assunto e resolvê-lo de uma vez por todas, mas existem dificuldades, como a necessidade de compreender o assunto, de encontrar de uma cadeia produtiva equipada, falta de profissionais adequados e, sobretudo, limitação de orçamento. Por isso, opte pelas atividades mais fáceis para começar.
Grandes emissoras de TV têm sistemas sofisticados para a produção de legendas ocultas (closed caption), com profissionais e softwares que sintetizam e interpretam as falas, para a legendagem em tempo real. Mas você não precisa deles porque não tem 24 horas de programas por dia.
Para começar, se os seus filmes não tiverem legendas, chame o seu assistente de montagem e peça para ele separar todas as listas de diálogos dos seus filmes, que podem estar no roteiro e na versão final.
Baixe da internet softwares gratuitos para legendagem e mãos à obra. Tudo o que o estagiário precisa é de uma versão do filme em baixa resolução e da lista de diálogos. Você pode salvar e exportar depois as legendas nos formatos indicados para cada mídia.
Muitas pessoas com deficiência auditiva e alfabetizadas não vão se importar se as suas legendas omitirem indicações de sons (o telefone que toca fora de cena ou a descrição da música), porque para elas o sentido será facilmente capturado. Mas, certamente, a legendagem será melhor se você pedir ajuda a um especialista para saber quais ruídos são importantes e como desenvolver essa legendagem de ruídos.
Depois, instrua o responsável pela distribuição para que nenhum DVD ou vídeo saia sem a opção de legendas em português. Se o assistente de montagem disser que não existem as listas, faça. Uma por vez, um filme por dia. Quando for possível. Festivais de cinema poderiam elaborar sessões específicas de acessibilidade, como faz a Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis.
Em projetos futuros
Inclua três linhas na última página do seu orçamento (aquela que fala em pós-produção): audiodescrição, Libras (Língua Brasileira de Sinais) e legendagem. Depois, breves telefonemas ou pesquisas na internet vão indicar a existência de profissionais especializados. Inclua a palavra “estimativa” para cada uma das linhas, e um valor na coluna seguinte.
A estimativa resultante das suas pesquisas vai dar apenas uma base, porque os preços e o tempo de execução dos serviços variam de acordo com a região onde você está e com o tamanho do seu filme. Profissionais realmente capacitados ainda são poucos, mas cada vez mais escolas e instituições preparam gente que pode fazer o trabalho.
A legendagem pode ser feita na própria produtora, com softwares gratuitos baixados da internet. Eles feram vários formatos, cada um destinado a mídias específicas. O mais comum é o “srt”.
A versão em Libras precisa de um tradutor/intérprete, da gravação dessa interpretação e posterior edição. A audiodescrição precisa de roteiristas específicos, narradores e de uma nova edição de som.
Siga os padrões recomendados para a janela da Libras. É bom que o tradutor receba o material bem antes, para que possa ensaiar a interpretação. Para gravar, use como som guia o original. O intérprete vai repetir para a câmera o que ouve no filme. Depois, na ilha de edição, vai ser mais fácil depois achar os pontos de entrada e saída.
Libras e legendas são maneiras diferentes de se comunicar com deficientes auditivos, ambas válidas. Você pode escolher uma delas, dependendo do público que busca. Por exemplo, crianças ainda não alfabetizadas terão facilidade com Libras.
A audiodescrição servirá para que os cegos “vejam” o seu filme. Ela é uma narrativa objetiva sobre o que se passa na tela. Nas próximas páginas, vamos apresentar sugestões práticas sobre como tornar as obras visuais acessíveis a esses públicos.
Cegos e surdos no cinema
A formação do gosto pelo cinema começa na infância. Pais, mães e familiares de crianças surdas, cegas ou com visão subnormal devem oferecer a elas o maior acesso possível às produções audiovisuais.
Poucos cinemas brasileiros contam com recursos técnicos para audiodescrição, como cabines que transmitem a voz para aparelhos de rádio com fones de ouvido, ou mesmo os serviços de dublagem ao vivo e legendagem para surdos.
Tramita no Senado um projeto de lei que torna obrigatória a acessibilidade para filmes nacionais. Você também pode contribuir, seja como espectador, produtor cultural ou gestor de empreendimentos.
É muito importante o treinamento dos profissionais que trabalham no cinema. Às vezes, pequenos detalhes fazem a diferença. Por exemplo, pisos táteis e placas com o nome do filme em Braille.
Dicas para lidar com deficientes visuais
Estas orientações servem tanto para os profissionais que atuam em salas de cinema, teatro e espetáculos musicais como para uso em situações cotidianas, como, por exemplo, o atendimento a cegos no comércio e em serviços públicos.
Identifique-se e faça a pessoa cega perceber que você está falando com ela.
Lembre-se de que a pessoa cega dispõe de todas as demais capacidades, portanto, trate-a com naturalidade.
Ao guiar um deficiente visual, ofereça o seu antebraço para que ele possa segurar e acompanhar o movimento do seu corpo enquanto você se desloca. Não o pegue pelo braço ou pela bengala.
Evite acariciar o cão-guia, para não distraí-lo em sua função.
Dê indicações que sejam claras para quem não enxerga. Por exemplo: “Venha para a frente e dobre à sua direita”.
Ao entregar pipocas a um cego, pegue na mão da pessoa e dê o saco para ela segurar.
Lembre-se que o cego não pode pegar o refrigerante com a outra mão. Ele precisa segurar a bengala e ainda no braço ou mão de outra pessoa. Ofereça ajuda para transportar o copo.
Pergunte ao deficiente aonde ele prefere sentar. Pessoas com baixa visão às vezes enxergam em “tubo” e podem achar mais confortável ficar nas poltronas mais afastadas da tela ou do palco.
Coloque a mão da pessoa no braço ou no encosto da cadeira e deixe que ela se sente por si mesma.
Quando for embora, avise ao deficiente visual, para que ele não fique falando sozinho.
Cultura e linguagem dos surdos
Antes de tudo, é importante saber que surdez não é uma condição única, ela varia de pessoa para pessoa. A perda auditiva pode ser leve, moderada, severa e profunda. Cada um desses graus tem características específicas que influenciam na acessibilidade.
Quem tem perda auditiva profunda se comunica principalmente usando linguagem gestual e/ou técnicas de leitura labial. Há também várias classificações da perda de audição: por bloqueio das partes móveis do ouvido ou dano ao nervo auditivo, por exemplo.
Na perda auditiva de som alto, as vozes femininas são mais difíceis de compreender; e na perda de som baixo, fica mais difícil entender as vozes masculinas.
Mais que uma condição fisiológica, surdez é um modo de vida. Pessoas com deficiência auditiva têm um forte grau de pertencimento a uma comunidade, fortalecido pelo vínculo linguístico. Compreender essa cultura ajuda na comunicação e na acessibilidade.
A linguagem gestual é uma das principais formas de comunicação dos surdos. Elas são línguas próprias, não equivalentes aos idiomas falados. Há várias versões – por exemplo, a American Sign Language (ASL), nos Estados Unidos e a Australian Sign Language (Auslan), na Austrália. No Brasil, a Língua Brasileira de Sinais (Libras) é reconhecida como meio oficial de comunicação entre as pessoas surdas. Em Portugal, usa-se a Língua Gestual Portuguesa (LGP). Há também variações regionais.
Outra forma de comunicação é a leitura labial, em que os surdos oralizados são treinados a “ler os lábios” dos interlocutores. Seus defensores argumentam que ela encoraja as pessoas surdas a fazer parte do conjunto da sociedade. A desvantagem é a inexatidão – leitores de lábios compreendem de 40% a 60% do que as pessoas dizem.
Tenha em mente que:
Nem todas as pessoas surdas falam a língua de sinais.
Nem todo mundo fala a mesma linguagem gestual.
Para se comunicar em Libras, é preciso combinar configurações de mão, movimentos e pontos de articulação – locais no espaço ou no corpo onde os sinais são feitos. Existem profissionais especializados em traduzir produtos audiovisuais para a língua dos surdos. Procure os cursos universitários de Letras-Libras ou associações de surdos.
Dicas para lidar com deficientes auditivos
Algumas destas dicas para lidar com deficientes auditivos se aplicam a situações sociais em geral e também ao ambiente dos cinemas e outros espaços de espetáculos públicos:
Fale diretamente com a pessoa, e não de lado ou atrás dela.
Pronuncie suas frases devagar, mas com naturalidade.
O volume de voz depende da perda de audição da pessoa. Comece falando com o tom de voz habitual e, se a pessoa solicitar, fale mais alto ou mais baixo.
Faça com que a sua boca esteja bem visível, para permitir a leitura labial.
Não fale mastigando, pois isso torna os lábios ilegíveis.
Para chamar um surdo, faça algum sinal visual ou tátil, como acenar, acender e apagar uma luz ou até tocar o ombro da pessoa de leve.
Quando falar com uma pessoa surda, tente ficar num lugar iluminado. Evite ficar contra a luz, pois isso dificulta ver o seu rosto. Se estiver na penumbra da sala de cinema, use lanterna ou a luz da tela do celular.
As expressões faciais, os gestos e o movimento do seu corpo serão excelentes indicações do que você quer dizer.
Enquanto estiver conversando, mantenha sempre contato visual. Se você desviar o olhar, a pessoa surda pode achar que a conversa terminou.
Se for necessário, comunique-se com a pessoa surda através de bilhetes. O importante é se comunicar.
Quando a pessoa surda estiver acompanhada de um intérprete, dirija-se à pessoa surda, não ao intérprete.
Se você se sentir inseguro, pergunte. Não tenha vergonha de pedir para a pessoa repetir.
Normas técnicas de acessibilidade na TV
Um documento de referência indispensável para produtores audiovisuais, educadores, gestores de espaços de cultura e o público em geral é a NBR 15290, Acessibilidade em Comunicação na televisão, publicada em 2005 pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
A Norma estabelece preceitos para viabilizar ao maior número possível de pessoas o acesso à programação televisiva. Resumimos as principais orientações sobre legendas e janela de Libras (veja onde baixar a íntegra em Fontes de Referência, ao final deste Guia):
Diretrizes para legenda oculta em texto
Alinhamentos. Para produção de legenda oculta nos sistemas closed caption (CC, textos que aparecem opcionalmente na tela do televisor, a partir do acionamento de dispositivo decodificador), no sistema ao vivo, as legendas devem ser alinhadas à esquerda; no sistema pré-gravado, o alinhamento deve ser o que melhor informar o espectador, dependendo da posição do falante.
Caracteres. Devem ser de cor branca, para permitir maior eficácia na leitura, e estar centralizados em relação à tarja, de modo a permitir a acentuação, a cedilha e a inscrição das letras G, J, P, Q e Y sem alterar o tamanho e o alinhamento horizontal. Cada linha deve apresentar no máximo 32 caracteres.
Fundo/tarja. Nos sistemas CC ao vivo ou pré-gravado, deve ser de cor preta para proporcionar ótimo contraste e facilitar a leitura.
Número de linhas. No sistema CC ao vivo, o ideal e utilizar até três das linhas disponíveis no display da legenda. No CC pré-gravado, pode ser utilizado o número de linhas que melhor informar ao espectador, dependendo de fatores como quantidade de caracteres, o número e posição de falantes em cena, etc.
Posicionamento. No sistema CC ao vivo, a legenda deve estar preferencialmente na parte inferior da tela. Quando houver necessidade de inserção de outros textos na parte inferior, a legenda deve ir para o alto da tela. No sistema CC pré-gravado, pode-se posicionar a legenda em diferentes níveis, de acordo com situações cênicas específicas. A legenda deve estar próxima à pessoa que está falando.
Sinais e símbolos.
o Aspas ( “ ) – devem ser usadas para citações, títulos de livros, filmes, peças de teatro, palavras ditas de forma errada, etc.
o Início ( >> ) – no sistema CC ao vivo, deve ser usado para informar a troca da pessoa que está falando.
o Hífens ( — ) – devem ser usados para indicar interrupção da fala;
o Nota musical – esse símbolo deve ser inserido no começo de uma música, fundo musical, voz cantada etc., e ficar por algum tempo, retomando tantas vezes quanto necessário, até entrar o texto.
Sincronia. Ao vivo, o operador ouve antes e depois envia o texto, com atraso máximo tolerado de quatro segundos. Em sistema CC pré-gravado, a legenda deve acompanhar o tempo exato do quadro ou da cena (frame).
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Efeitos sonoros. Todos os sons não literais, importantes para a compreensão do texto, devem ser transcritos e indicados entre colchetes. Por exemplo: [Latidos], [Criança chorando], [Trovoadas], [Porta rangendo].
Falas e ruídos. Quando houver informações simultâneas de fala e sons não literais, a fala deve estar posicionada próxima ao falante e o som não literal, entre colchetes.
Identificação dos falantes. Quando a situação cênica não permite a identificação de quem está falando, ou o personagem está fora de cena (em off), o nome do personagem ou alguma informação que o identifique deve aparecer entre colchetes. Ex.: [João]; [Menino]; [Policial].
Itálico. Deve ser usado para identificar falas fora de cena, narração, enfatizar entonação e para palavras em outra língua.
Música.
o A informação sobre a música (se é fundo musical, rock, trilha de suspense etc.) deve vir entre notas musicais.
o No caso de transcrição da letra, duas notas musicais seguidas, ao final da transcrição, devem indicar o seu término.
o Sempre que possível, a letra da música deve ser transcrita.
Onomatopeias. O uso de informação literal do som deve ter preferência. Por exemplo, [latidos], e não [au-au]. Em programas infantis e cômicos, pode-se dar preferência às onomatopeias.
Tempo de exposição. Depende de vários fatores, como velocidade da fala, quantidade de palavras e de cortes de cena. Recomenda-se a seguinte exposição:
o Legendas de uma linha completa: 2 a 3 segundos.
o Legendas de duas linhas: 3 segundos.
o Legendas de três linhas: 4,5 a 5 segundos.
o Legendas para público infantil: 3 a 4 segundos por linha – usar frase simples e concisas.
Diretrizes para a janela de Libras
Estúdio. O local onde será gravada a imagem do intérprete em Libras deve ter:
o Espaço suficiente para que o intérprete não fique colado ao fundo, evitando assim o aparecimento de sombras.
o Iluminação suficiente e adequada para que a câmera possa captar, com qualidade, o intérprete e o fundo.
o Câmera de vídeo apoiada sobre tripé fixo.
o Marcação no solo para delimitar o espaço de movimentação do intérprete.
Janela.
o Os contrastes devem ser nítidos, quer em cores, quer em preto e branco.
o Deve haver contraste entre o pano de fundo e os elementos do intérprete.
o O foco deve abranger toda a movimentação e gesticulação do intérprete.
o A iluminação adequada deve evitar o aparecimento de sombras nos olhos e/ou o seu ofuscamento.
Recorte ou wipe. Quando a imagem do intérprete de Libras estiver no recorte:
o a altura da janela deve ser, no mínimo, metade da tela do televisor;
o a largura da janela deve ocupar no mínimo a quarta parte da largura da tela do televisor;
o sempre que possível, o recorte deve estar localizado de modo a não ser encoberto pela tarja preta da legenda oculta;
o quando houver necessidade de deslocamento do recorte na tela do televisor, deve haver continuidade na imagem da janela.
Requisitos para a interpretação e visualização da Libras. Para boa visualização da interpretação, devem ser atendidas as seguintes condições:
o a vestimenta, a pele e o cabelo do intérprete devem ser contrastantes entre si e entre o fundo. Evitar fundo e vestimenta em tons próximos ao tom da pele do intérprete;
o no recorte não devem ser incluídas ou sobrepostas quaisquer outras imagens.
Produção de DVD
Ao produzir um DVD, deve-se incluir os seguintes recursos:
idioma original;
dublagem de língua estrangeira para o português;
CC no idioma original;
CC em língua portuguesa;
descrição em áudio de imagens e sons, na língua portuguesa, preservando as características dos efeitos estéreo e estéreo digital, bem como a qualidade do áudio;
janela com intérprete de Libras;
suporte de voz para permitir navegação pelos menus.
Dicas de um intérprete
O intérprete de Libras Tom Min Alves dá algumas sugestões e dicas práticas sobre acessibilidade para surdos em produções audiovisuais e em locais de exibição:
A cor da roupa do intérprete pode variar, para tornar a produção mais dinâmica: por exemplo, um figurino adaptado a um filme infantil de piratas.
Assim como os ouvintes aprendem uma segunda língua ao ver um filme estrangeiro com legenda, o surdo poderia desenvolver o seu português se pudesse visualizar ao mesmo tempo a janela de Libras e a legenda.
Em salas de cinema, pelo menos um dos profissionais que atendem o público deveria ser razoavelmente fluente em Libras. Também seria interessante a contratação de alguém com proficiência na Língua de Sinais. Essa pessoa poderia dar treinamento às equipes de lojas no shopping center, por exemplo.
O cinema que contar com estrutura de acessibilidade aos deficientes pode afixar cartaz com o símbolo nacional de surdez.
Dicas de um espectador surdo
Algumas sugestões práticas de Germano Dutra, estudante de cinema na UFSC, para a produção de legendas em produtos audiovisuais:
Dê preferência a descrições objetivas e evite redundância com o que está sendo visto.
Use linguagem sintética, mas seja fiel ao conteúdo.
Descreva os sons relevantes para a compreensão da história. Por exemplo, em um filme romântico, quando o casal se encontra, coloque o símbolo de música e acrescente [Música romântica]
Em comédias, não é preciso dizer quando é hora de rir, exceto quando há claque de risadas.
Use closed caption em comerciais. Surdo também faz compras.
Evite legendas com corpo muito pequeno. Isso costuma ocorrer em propagandas políticas.
Quando a voz estiver em off, coloque as letras em itálico.
Indique quando a voz for sussurrada, se isso tiver importância na narrativa.
Audiodescrição
Audiodescrição é um recurso de acessibilidade que permite acesso de pessoas com deficiência visual, entre outras, ao cinema, teatro, programas de TV, exposições, espetáculos de dança, passeios turísticos, eventos acadêmicos etc. Ela é fundamental para a inclusão de milhões de pessoas ao lazer, à cultura e ao conhecimento.
Desde 1º. de julho de 2011, as emissoras de TV no Brasil são obrigadas a exibir pelo menos duas horas semanais de produções adaptadas para o público com alguma deficiência visual ou intelectual. Até 2020, as geradoras e retransmissoras devem exibir 20 horas semanais de programação adaptada.
Profissional e informal
Usualmente, a audiodescrição é realizada por atores treinados, a partir de um roteiro que segue padrões e técnicas específicas. Ela pode ser gravada, ao vivo ensaiada, ao vivo simultânea e em filmes estrangeiros não dublados. Certas modalidades requerem apoio técnico e ferramentas como roteiro, cópia do filme com time code para sincronização de áudio e vídeo, cabines de tradução simultânea e equipamento para edição do áudio.
Muitos deficientes visuais veem filmes com audiodescrição informal, feita por familiares e amigos. Em geral, ela é improvisada e emotiva, mas nem por isso, menos importante. O conhecimento das preferências das pessoas deficientes pode ajudar a descrever o que é mais interessante e necessário para elas. Várias orientações que apresentamos para a audiodescrição profissional podem ser aplicar também nesses casos.
Definições
Algumas definições e comentários de especialistas ajudam a compreender melhor as principais características da audiodescrição:
“…é uma atividade de mediação linguística, uma modalidade de tradução intersemiótica que transforma o visual em verbal,…contribuindo para a inclusão cultural, social e escolar. Além das pessoas com deficiência visual, ela amplia também o entendimento de pessoas com deficiência intelectual, idosos e disléxicos”. (Lívia Motta – vercompalavras.com.br)
“…consiste na descrição clara e objetiva de todas as informações que compreendemos visualmente e que não estão contidas nos diálogos, como, por exemplo, expressões faciais e corporais que comuniquem algo, informações sobre o ambiente figurinos, efeitos especiais, mudanças de tempo e espaço, além da leitura de créditos, títulos e qualquer informação escrita na tela”. (Graciela Pozzobon e Lara Pozzobon – audiodescricao.com.br)
“…é uma forma de leitura reveladora que evoca em seu público uma multiplicidade de sensações e sentimentos capazes de gerar uma revolução sensitiva muito necessária para a formação do gosto cinematográfico”. (Bell Machado – Ponto de Cultura)
Diretrizes para audiodescrição
Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) publicou um estudo com sugestões para o desenvolvimento da audiodescrição no Brasil.1 Sintetizamos algumas delas, acrescidas de um conjunto de diretrizes do American Council of the Blind (Conselho Americano dos Cegos)2. As sugestões abordam questões como a linguagem cinematográfica, o grau de detalhamento e as preferências individuais.
Uma diretriz importante é que a audiodescrição não deve interferir no diálogo existente. Isso significa que há um tempo limitado no do qual a descrição deverá ser feita. Logo, nem tudo o que poderia ser descrito, o será. Estudos acadêmicos sugerem os seguintes procedimentos para uma boa audiodescrição:
Siga do geral para o particular, criando primeiro um contexto (espaço, tempo, situação) para passar em seguida aos detalhes.
Responda as quatro perguntas básicas: Quando? Onde? Quem? e O quê? As duas primeiras situam o espectador no tempo e no espaço como dia ou noite, nublado ou ensolarado. A terceira descreve quem aparece na cena: características físicas e relacionais do(s) personagem(s), vestuário, se é pai, mãe, namorado, etc. A última, “o quê”, descreve movimentos e gestos expressivos.
Faça uma descrição objetiva, com linguagem acurada e apropriada.
Escreva com simplicidade, clareza e concisão.
Descreva no tempo presente.
Evite termos técnicos, a menos que seja absolutamente necessário.
Evite a descrição excessiva, que às vezes antecipa a narrativa e desfaz as ambiguidades propositais do filme, retirando parte de seu encanto.
Leve em consideração a paleta sonora com todas as possibilidades que ela oferece na construção do sentido. O silêncio, em certas situações, pode ter o seu valor.
Não use termos ofensivos ou racistas (mas descreva a etnia quando relevante).
Experimente e invente um pouco, para tentar da conta da singularidade de cada filme.
Envolva os deficientes visuais no processo.
1 DAVID, Jéssica; HAUTEQUESTT, Felipe, e KASTRUP, Virginia. Audiodescrição de filmes: experiência, objetividade e acessibilidade cultural. Fractal : Revista de Psicologia. Vol.24, N.1, Rio de Janeiro Janeiro/abril 2012.
2 AMERICAN COUNCIL OF BLIND. Guidelines for Audio Description. 2003. Disponível em http://www.acb.org/adp/guidelines.html.
O que é descrição objetiva?
A descrição “objetiva” tem sido entendida como aquela que não demonstra envolvimento afetivo ou emocional com o filme. Mas, muitas vezes, a pretensa neutralidade pode produzir efeitos indesejáveis, com descrições monocórdias e robóticas. A descrição deve ser integrada à paisagem do filme, sem interpretar nem atribuir juízos de valor, mas com ritmo e adequação ao contexto.
Dicas de uma roteirista
A roteirista Mônica Magnani faz audiodescrições de filmes e outros produtos audiovisuais para emissoras de televisão. Ela compartilha algumas dicas práticas:
– Ouça quem entende. É fundamental para o roteirista ter um consultor cego ou de baixa visão. Caso não seja possível, já que o prazo de entrega é sempre muito curto, conta-se com o diretor de gravação para fazer os ajustes necessários. Também ajuda participar de listas de discussão.
– Assista ao filme todo. Este é o primeiro passo do trabalho, para detectar as “clareiras” de silêncio e as características da obra. Em seguida, passa-se ao roteiro.
– Considere o público-alvo. Se o filme é para crianças, por exemplo, é importante evitar o vocabulário complexo ou rebuscado.
– Redija com qualidade e rapidez. Roteirizar é um trabalho artesanal meticuloso que requer correções e ajustes. Também deve ser feito com qualidade e rapidez, pois, em geral, o roteirista dispõe de poucos dias de prazo.
– Descreva o que vê, sem interpretar nem antecipar situações. Este é um dos maiores desafios para o roteirista. Alguns cegos classificam, com bom humor, de “audiodestruição” a audiodescrição que vai além da sua função básica. Exemplos:
– Como NÃO descrever uma cena. “Dois rapazes se cumprimentam com um abraço efusivo, como se fossem amigos de infância”.
– Como descrever a mesma cena. “Dois rapazes se cumprimentam com um abraço e sorriem”.
– Atenção ao citar cores. Descreva as cores para ajudar as pessoas com baixa visão a localizarem o que está sendo descrito e para compartilhar o significado emocional da cor na produção. Exemplos: mulher de vestido vermelho berrante em um velório; cor branca como símbolo de “paz”.
– Adote uma narração “branca”. Não apenas o roteirista deve evitar uma carga interpretativa muito forte, como também o narrador. Mas deve-se buscar um meio termo, evitando uma linguagem “robótica”.
– Use vozes distintas. Vozes idênticas ou muito parecidas produzem confusão para o espectador cego. A voz do audiodescritor não deve ser a mesma da dos personagens.
– Nomeie no momento adequado. O ideal é falar o nome do personagem quando o mesmo for nomeado no filme, o que nem sempre ocorre no início. Depois, não é preciso
voltar a fazê-lo, exceto quando há muita gente falando ao mesmo tempo. Use o bom senso.
– Economize adjetivos. A adjetivação torna o texto interpretativo e não é apreciada. Deve-se também evitar o pronome possessivo em excesso (“seu”, “sua”), que pode provocar ambiguidade. – Evite a “linguagem vazia” – palavras que não dizem o que se está vendo. – Como NÃO descrever uma cena: “Amanhece. Vista aérea da cidade, com os prédios ao fundo”. – Como descrever a mesma cena: “Amanhece. Céu em tons de azul e laranja. Algumas nuvens. Cidade coberta por uma tênue névoa”.
– Inclua um resumo dos créditos. Os cegos gostam de saber quem fez o filme. A sugestão é citar diretor, roteirista, produtor executivo e atores principais.
Acessibilidade na web
Sintetizamos algumas orientações para quem programa, produz e publica na internet tornar o resultado do seu trabalho acessível a um amplo grupo de pessoas com deficiência – cegueira e baixa visão, surdez e baixa audição, dificuldades de aprendizagem, limitações cognitivas e outras.
Estas recomendações são introdutórias e se baseiam no trabalho do W3C (Word Wide Web Consortium), comunidade internacional que cria padrões abertos para assegurar o crescimento de longo prazo da Web. Sugerimos a leitura do documento WCAG 2.0 (Diretrizes de Acessibilidade ao Conteúdo Web) – veja o link ao final deste Guia.
Princípio 1: Conteúdo perceptível
A informação e os componentes da interface devem apresentados aos usuários em formas que eles possam perceber.
Forneça equivalentes textuais para qualquer conteúdo não textual, de forma a permitir impressão em caracteres ampliados, Braille, fala (sintetizadores de voz), símbolos etc. Os elementos não textuais mais comuns são imagens de figuras, fotografias, botões, animações, mapas, filmes e sons.
o Em código HTML, o atributo “ALT” (alternativo) é útil para fornecer descrições simples, como legendas de fotos e instruções de botões.
o Para explicações muito longas ou complexas – por exemplo, de um gráfico –, utilize o ALT para um resumo e também o atributo “LONGDESC” (descrição longa) ou um “D” link, que permitem aos usuários acessar um texto em janela separada.
o Evite usar o “ALT” para bombardear o usuário com informações inúteis ou meramente decorativas, como “um espaçador” ou “uma linha azul”. Nesses casos, use o valor vazio para o atributo: ALT (alt=“ “). Deixe um espaço em branco entre as aspas, para que o ALT seja ignorado por leitores de tela.
o Ao dar link para um site externo, acrescente a informação (alt=“site externo”)
Áudio e vídeo devem ser acompanhados de legendas, audiodescrição ou tradução em língua de sinais.
Facilite a visualização. A cor não deve ser o único meio visual para transmitir informações.
Se o som tocar por mais de três segundos, deve estar presente um mecanismo para pausar, parar e controlar o volume.
O texto deve ser redimensionável e contrastável com o fundo. O ideal é que as cores do primeiro plano e do plano de fundo possam ser alteradas pelo usuário.
Princípio 2: Conteúdo operável
Toda a funcionalidade do conteúdo deve ser operável através de teclado. Isso não significa, entretanto, desencorajar a entrada de dados através do mouse ou outros métodos, em conjunto com o teclado.
O site precisa fornecer tempo suficiente para os usuários lerem e utilizarem o conteúdo.
Deve-se evitar conteúdo que possa causar ataques epiléticos – com mais de três flashes no período de um segundo.
Sites acessíveis fornecem meios de ajudar os usuários a navegar, localizar conteúdos e determinar o local onde estão.
Princípio 3: Conteúdo compreensível
A informação e a operação da interface de usuário devem ter formas de aumentar a legibilidade, tais como mecanismos para identificar palavras incomuns, jargões, abreviaturas e pronúncia.
É importante fazer com que as páginas Web surjam e funcionem de forma previsível. Isso inclui, por exemplo, uma navegação consistente, com os mesmos mecanismos repetidos na mesma ordem e posição em um conjunto de páginas.
Princípio 4: Conteúdo robusto
É recomendável que o conteúdo seja compatível com os atuais e futuros agentes de usuário, tais como navegadores, leitores de mídia, plug-ins e tecnologias de assistência que ajudam a interagir com conteúdos Web.
Exemplos de barreiras ao acessar o conteúdo de uma página
Falta de clareza e consistência na organização das páginas.
Imagens que não possuem texto alternativo.
Imagens complexas. Exemplo: gráfico ou imagem com importante significado que não possui descrição adequada.
Vídeos que não possuem descrição textual ou sonora.
Tabelas que não fazem sentido quando lidas célula por célula ou em modo linearizado.
Frames que não possuem a alternativa “noframe”, ou que não possuem nomes significativos.
Formulários que não podem ser navegados com a tecla “Tab” em uma sequência lógica ou que não estão rotulados.
Navegadores e ferramentas que não têm suporte de teclado para todos os comandos.
Documentos formatados sem seguir os padrões web que podem dificultar a interpretação por leitores de tela.
Fontes com tamanhos absolutos, que não podem ser aumentadas ou reduzidas facilmente.
Uso de linguagem complexa sem necessidade.
Uma dica de ouro: testar e validar
Ao construir um site que ofereça o máximo de acessibilidade aos visitantes, teste-o com validadores automáticos e com pessoas com deficiência especialistas no assunto. Experimente o uso de diversos navegadores, como o Webvox, Lynx, Firefox, Opera, Internet Explorer e Safari. Revise a linguagem para deixá-la clara e simples. Revise o código para eliminar erros e adequá-lo aos padrões Web. Deixe as páginas ajustadas ao tamanho das letras em todo o site. Imagine-se no lugar dos usuários e tente antecipar suas dificuldades. E esteja sempre pronto(a) a aprender.
Fontes de referência
Artigos e livros
ARAÚJO, Vera Lúcia Santiago, e ADERALDO, Marisa Ferreira, orgs. Os novos rumos da pesquisa em audiodescrição no Brasil. Editora CRV, 220 p., 2013.
DAVID, Jéssica; HAUTEQUESTT, Felipe, e KASTRUP, Virginia. Audiodescrição de filmes: experiência, objetividade e acessibilidade cultural. Fractal : Revista de Psicologia. Vol.24, N.1, Rio de Janeiro Janeiro/abril 2012. Disponível em http://www.scielo.br.
WebAIM. Tipos de deficiência auditiva. Disponível em http://www.brasilmedia.com/tipos-de-deficiencia-auditiva.html. Tradução do original em inglês Types of Auditory Disabilities, disponível em http://webaim.org/articles/auditory/auditorydisabilities.
WebAIM. A cultura dos surdos. Disponível em http://www.brasilmedia.com/cultura.html. Tradução do original em inglês Deaf Culture, disponível em http://webaim.org/articles/auditory/culture.
Sites, blogs e podcasts
Acessibilidade legal Site sobre acessibilidade e usabilidade na Web, com artigos técnicos e conceituais. Traz também informações sobre padrões Web e tecnologias assistivas. http://www.acessibilidadelegal.com
Audiodescrição Site da atriz, roteirista e professora Graciela Pozzobon, pioneira em audiodescrição no Brasil com trabalhos realizados em mais de cem filmes. http://www.audiodescricao.com.br
Cantinho do educador infantil Dicas no trato com deficientes visuais e auditivos. http://www.ensinar-aprender.com.br
Desculpe, não ouvi! Blog da fotógrafa Lak Lobato sobre temas relacionados à deficiência auditiva. http://desculpenaoouvi.laklobato.com/
Rapaduracast Podcast do site Cinema com Rapadura. Jurandir Filho, Maurício Saldanha, Sarah B. Marques e Lucas Radaelli conversaram sobre cultura pop e os cegos. Gravado ao vivo em São Paulo durante o Campus Party 2012. Duração: 77 minutos. http://www.cinemacomrapadura.com.br/rapaduracast/rapaduracast-270-cegos-e-o-cinema/
Ver com palavras Artigos, pesquisas, debates e informações sobre cursos, serviços e eventos. No site está disponível para download o livro Audiodescrição: transformando imagens em palavras, organizado por Lívia Maria Villela de Mello Motta e Paulo Romeu Filho. http://www.vercompalavras.com.br
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Legislação, normas e diretrizes
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15290: Acessibilidade em comunicação na televisão. Rio de Janeiro, 1995. Disponível em http://www.pessoacomdeficiencia.gov.br. Acessado em 28 de maio de 2013.
AUDIO DESCRIPTION INTERNATIONAL. Guidelines for Audio Description. 2003. Disponível em http://www.acb.org/adp/guidelines.html. Acessado em 28 de maio de 2013.
BRASIL, Ministério das Comunicações. Portaria 310, de 27 de junho de 2006. Aprova a Norma 001/2006 – Recursos de acessibilidade, para pessoas com deficiência, na programação veiculada nos serviços de radiodifusão de sons e imagens e retransmissão de televisão. Disponível em http://www.mc.gov.br
BRASIL, Presidência da República – Casa Civil. Decreto 5.296, de 2 de dezembro de 2004. Regulamenta as Leis 10.048, de 8/11/2000, que dá prioridade de atendimento às pessoas que especifica, e 10.098, de 19/12/2000, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade. Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/decreto/d5296.htm
__. Decreto 5.626, de 22 de dezembro de 2005. Regulamenta a Lei 10.436, de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais – Libras, e o artigo 18 da Lei 10.098, de 19 de dezembro de 2000. Disponível em https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Decreto/D5626.htm
W3C. Word Wide Web Consortium. Web Content Accessibility Guidelines (WCAG) 2.0. 11 December 2008. Disponível em http://www.w3.org/TR/WCAG20/
W3C. Word Wide Web Consortium. Recomendações de Acessibilidade para Conteúdo Web (WCAG) 2.0. 11 de dezembro de 2008. Disponível em http://ilearn.com.br/TR/WCAG20/
Créditos
Coordenação editorial: Chico Faganello
Pesquisa, entrevistas e redação: Dauro Veras
Assistência: Marino Mondek
Montagem de vídeos: Fernanda Mello
Colaboração: Ariel Grubert Abella, Fabiane Chaves, Germano Dutra, Jairo da Silva, Maurício Sá, Mônica Magnani, Tatiane Gonzaga, Tom Min Alves
Agradecimentos: ACIC – Associação Catarinense para Integração do Cego; Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis; UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina
Obra sob licença Creative Commons. Você tem a liberdade de copiar, distribuir e transmitir o texto, sob as seguintes condições: atribuição de crédito, uso não comercial e sem alteração do conteúdo. http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR
>DOWNLOAD do pdf do guia de acessibilidade

http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/deed.pt_BR

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