Software reconhece e descreve imagens para cegos

 

O AudioImagem tem o objetivo de promover o acesso de pessoas com deficiência visual a imagens disponibilizadas em computadores.

Com o objetivo de promover o acesso de pessoas com deficiência visual a imagens disponibilizadas em computadores, o professor do Departamento de Ciência da Computação (DCC) José Monserrat Neto está trabalhando no projeto de um software que descreve imagens em áudio – o AudioImagem. Ele é um dos integrantes do Núcleo de Acessibilidade da Universidade Federal de Lavras (NAUFLA).

O professor diz que a iniciativa de trabalhar no desenvolvimento do software surgiu da experiência de lecionar para uma aluna com deficiência visual. Conhecendo as necessidades dela, veio o interesse em desenvolver um programa que permitisse “ouvir a imagem”, interagir com a figura por meio do mouse ou tablet. O trabalho deu origem, inclusive, ao artigo “Usability evaluation of a web system for spatially oriented audio descriptions of images addressed to visually impaired people”, que será apresentado na 16ª Conferência Internacional de Interação Humano-Computador (HCI 2014), na Grécia, em junho deste ano.

Pela tecnologia, é possível demarcar áreas de uma figura qualquer, descrever tais áreas, gerar o áudio para cada uma delas e, por fim, disponibilizar a imagem, já audiodescrita, em sites da Web. Os programas desenvolvidos até o momento são os leitores de tela, que se limitam a transformar apenas arquivos ou trechos de textos em sons. Há também alguns programas que fazem a audiodescrição da figura como um todo. A proposta pesquisada pelo professor permite uma audiodescrição interativa com a figura, e com mais detalhes.

O software teve um protótipo desenvolvido em 2010 e está em fase de aprimoramentos na Polaris Inovações em Soluções Web, empresa de base tecnológica fundada em 2011 e incubada na Incubadora de Empresas de Base Tecnológica (Inbatec/UFLA). A expectativa é de que o produto possa ser negociado com grandes instituições, como o Ministério da Educação (MEC) e editoras de livros didáticos, para promover o acesso e a inclusão de alunos com deficiência visual. Com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para pesquisa e desenvolvimento, a previsão é de que o produto esteja concluído no final de 2015.

Fonte: Universidade Federal de Lavras

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